Após a vitória de Harry Kane na Bola de Ouro, anunciada ontem, o fã de futebol automaticamente já começou a se perguntar: será que o centroavante inglês conseguirá unificar os dois prêmios de melhor jogador do mundo e vencer também a eleição da Fifa?
O problema é que essa é uma pergunta que ninguém ainda sabe ao certo quando será respondida.
O "The Best", prêmio entregue desde 2017 aos destaques da temporada, foi encerrado pela entidade depois da edição do ano passado, que consagrou Ousmane Dembélé (Paris Saint-Germain) com o principal troféu.
Ainda em dezembro, a Fifa anunciou que o futebol não ficaria sem uma premiação oficial de "melhores do ano" e que, a partir de 2026, organizaria uma nova eleição em parceria com o Conselho de Esportes de Dubai.
Só que faltam pouco mais de dois meses para o ano terminar, e nada mais foi dito sobre essa premiação.
O novo pleito de melhor jogador do planeta ainda não tem uma data definitiva para acontecer e nem mesmo um formato de disputa 100% apresentado ao público.
Não se sabe, por exemplo, se ele manterá a configuração do "The Best", em que o poder de escolher o craque máximo da temporada era majoritariamente dividido entre técnicos e capitães das seleções filiadas à Fifa, além de dois jornalistas escolhidos de cada país, com apenas 25% de participação popular, ou se terá um novo modelo.
Mas vai acontecer?
De acordo com apuração do "Blog do Rafael Reis", a tendência é que o novo prêmio tenha sim sua edição inaugural realizada ainda neste ano.
É possível que a Fifa organize a cerimônia de anúncio dos vencedores da sua eleição entre a segunda e a terceira semana de dezembro, quando sua cúpula estará reunida no Qatar por conta da Copa Intercontinental.
Esse expediente foi utilizado nas duas últimas edições do "The Best" para facilitar a vida dos vencedores (Vinícius Júnior, em 2024, e Dembélé, no ano seguinte), que já estavam no país devido à participação no torneio.
História irregular
Criado em 1991, o prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa já passou por pelo menos três fases completamente diferentes.
Nos primeiros 18 anos, ele era organizado exclusivamente pela entidade e tinha o colégio eleitoral formado exclusivamente pelos técnicos e capitães de cada uma das seleções filiadas a ela.
Em 2009, a premiação se fundiu com a Bola de Ouro, da revista "France Football". Foi nessa época que jornalistas passaram a ser convidados para colaborar com o resultado do pleito.
A partir de janeiro de 2017, a Fifa voltou ao voo solo em suas premiações e criou o The Best. A novidade dessa versão foi a entrada dos votos populares, que poderiam ser dados por canais digitais.
Considerando as três versões, o maior vencedor da história das eleições oficiais de melhor do mundo é o argentino Lionel Messi, com oito troféus. Seis brasileiros já ficaram com a taça: Romário (1994), Ronaldo (1996, 1997 e 2002), Rivaldo (1999), Ronaldinho Gaúcho (2004 e 2005), Kaká (2007) e Vini Jr (2024).
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