Com a vitória do São Paulo contra o Vasco, o cenário paulista no Brasileirão ficou mais nítido: só sobrou o Corinthians com a corda no pescoço. Os três rivais encontraram um caminho para o fim da temporada. O Alvinegro segue procurando o seu.
O Palmeiras, que semanas após a Copa do Mundo estava em má fase, voltou a um bom momento e é a única equipe que briga pelos três títulos restantes.
O Santos, que dava mostras de que brigaria contra o rebaixamento até o fim do campeonato, subiu de produção após a chegada de novos reforços e com boa fase de seus destaques, como Gabigol, e já espantou o risco de rebaixamento.
E o Tricolor, que já trocou de treinador duas vezes este ano e também já esteve na luta contra o Z4, somou nove pontos dos últimos 15 disputados - com duas vitórias nos últimos dois jogos - e se afastou da parte de baixo da tabela. O time de Dorival Júnior chegou aos 42 pontos, os mesmos do Peixe, e agora aspira vagas em competições sul-americanas.
Corinthians de Diniz deu boas impressões antes de queda livre
No Parque São Jorge, diferentemente dos rivais, a história é outra. Eliminado de forma vexatória na Copa Libertadores, o Corinthians soma oito derrotas seguidas na Série A, e há semanas flerta com a zona de rebaixamento, na qual ainda não entrou devido ao mau rendimento da dupla Gre-Nal.
Com Fernando Diniz, sobretudo no início da passagem do técnico, o time teve uma fase de grupos sólida na Libertadores e fazia boas apresentações no Brasileirão - chegou a manter invencibilidade de seis jogos na competição, com quatro vitórias e dois empates.
O desempenho do time começou a desmoronar em meio à crise no clube, que sofria com a pressão sobre Osmar Stabile, atrasos em salários e vivia uma longa novela com a renovação de Memphis Depay. Tudo isso enquanto tentava se adaptar às ausências principalmente de Yuri Alberto, entre outros nomes lesionados, como André, Labyad e Gabriel Paulista. O camisa 9 ficou dois meses fora - os piores do ano do clube.
Desde a vitória contra o Rosario Central-ARG e a classificação às quartas de final da Liberta, a equipe não sabe mais o que é vencer. Alternando entre atuações ruins e bons jogos sem efetividade para marcar, o Corinthians soma oito derrotas e um empate nas últimas nove partidas (por todas as competições).
"Eu abri mão de muitas coisas para viver um sonho e agora estou vivendo um pesadelo. Se alguém da diretoria quiser falar comigo e dizer que eu falei besteira, eu volto e falo de novo. A gente precisa de proteção. Precisa pagar o salário, deixar os funcionários com o salário em dia. Porra, que vergonha, cara. Chegar aqui e falar que um atleta tem que ajudar o outro. Isso é uma vergonha para um clube como o Corinthians."
Agora, os torcedores têm na troca de comando a expectativa de alguma evolução no rendimento. O escolhido, Clarence Seedorf, não trabalhava na função desde 2019 e não poderá estrear hoje (19) contra o Vitória, jogo-chave na briga para se afastar do Z4.
Precisando dos três pontos para respirar na tabela da Série A, o Alvinegro entra em campo às 20h (de Brasília) de hoje, na Neo Química Arena.
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