A Meta negou interferência política nas redes sociais de Lula (PT), afirmou que os anúncios da campanha foram desativados "por engano" e que as "regras rígidas" do Brasil para conteúdo digital ameaçam a liberdade de expressão.
Entenda o caso
A Meta divulgou nota hoje (16), após ações judiciais da campanha de Lula e uma reportagem da Folha de S.Paulo sobre possível interferência da empresa no conteúdo das campanhas. Em mensagens internas obtidas pelo jornal, funcionários admitem restrições que prejudicaram as contas de Lula no Instagram. Também relatam que houve recomendação algorítmica do perfil de Flávio Bolsonaro (PL) na plataforma e no canal do WhatsApp, prática vedada pela Justiça Eleitoral.
"Há muito tempo, a Meta alerta que as regras rígidas do Brasil para conteúdo digital aumentam o risco de aplicação excessiva e ameaçam a liberdade de expressão. Desde 2025, essas regras ampliaram a possível responsabilidade das plataformas por conteúdo e anúncios gerados por terceiros", diz o comunicado.
A empresa rebateu a afirmação da Folha de S.Paulo de que o perfil oficial de Lula ficou impossibilitado de impulsionar postagens no Instagram por quase 24 horas no dia 9 de outubro. Segundo a Meta, a ferramenta foi desativada por engano por pouco mais de 1 hora, após um anúncio ter sido classificado como uma possível tentativa de se passar por um programa social do governo.
A plataforma associou o ocorrido a um acordo firmado em abril de 2026 com a AGU (Advocacia-Geral da União) para combater golpes envolvendo programas federais.
A Meta ainda afirmou que não toma partido nas eleições, e que são "falsas e infundadas as alegações" de favorecimento de candidatos ou interferência. "Nossos sistemas não classificam nem distribuem conteúdo com base em ideologia política, e nossas regras e sua aplicação valem igualmente para todos", disse a empresa.
Para deixar claro: a Meta aplica as mesmas regras a todos os candidatos, partidos e pontos de vista políticos no Brasil, assim como faz em eleições no mundo todo. Não suprimimos conteúdo para prejudicar um lado nem damos tratamento preferencial a qualquer lado.
Cada um dos incidentes citados pela campanha de Lula tem uma explicação direta e documentada, conforme descrito acima. Nenhum deles reflete direcionamento político. Nenhum reflete manipulação da distribuição. Nenhum reflete uma tentativa de influenciar a eleição. Meta
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.