Os principais mercados acionários dos Estados Unidos passaram a ter viés negativo, com cenário marcado pela pelo preço do petróleo, que voltou a subir, por cautela em relação ao avanço da IA (Inteligência Artificial).
Índices de Nova York passam a cair após variação positiva pela manhã. Por volta das 13h30 (de Brasília), o Dow Jones, composto pelas ações das grandes empresas e dos bancos, perdia 0,17%, a 52.079 pontos. O movimento também era acompanhado pelo S&P 500, que cedia 0,70%, a 7.690 pontos na Nyse (Bolsa de Nova York). Já na Bolsa Eletrônica, o índice Nasdaq recuava 1,46%, a 26.323 pontos, refletindo perdas entre ações de empresas de tecnologia.
Sinais de cautela persistiram no setor de IA. A CoreWeave, apoiada pela Nvidia, recuava 4,1%, após a recuperação de quinta-feira devido a preocupações persistentes com o endividamento da operadora de data centers. Outras empresas de neocloud, como o Nebius Group e a Iren , caíam 2% cada, enquanto as fabricantes de chips Micron Technology e Broadcom registravam quedas de 1,7% e 0,4%, respectivamente.
As ações do setor de IA despencaram nesta semana. Investidores que apostaram fortemente em toda a cadeia de suprimentos de IA temem que as operadoras de data centers possam não se tornar lucrativas a tempo de saldar suas dívidas, especialmente com a expectativa de aumento nos custos de financiamento.
Algumas dessas ações subiram acentuadamente este ano, ajudando a impulsionar os índices de referência S&P 500 e Nasdaq a níveis recordes até a semana passada. "Quando você tem essa narrativa incrivelmente otimista combinada com resultados igualmente otimistas, mas as ações caem, esse é o tipo de sinal técnico que indica que há gente demais no mercado", disse James Athey, gestor de carteiras de renda fixa da Marlborough.
Europa e Ásia
Bolsas da Europa fecharam em alta nesta sexta-feira. Recuperação do setor de tecnologia e alívio nos preços do petróleo influenciaram positivamente os mercados, apesar das incertezas nos conflitos no Oriente Médio. No radar, investidores ponderam a trajetória de juros a ser seguida pelos principais bancos centrais do globo..
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,38%, a 10.881,90 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,94%, a 25.662,42 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,28%, a 7.956,70 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,93%, a 49.857,18 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,95%, a 19.359,10 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 fechou em alta de 1,01%, a 9.468,47 pontos.
Papéis ligados à inteligência artificial (IA) voltaram a se fortalecer na Europa. O segmento de tecnologia avançou 0,5% depois da queda de 1,5% no pregão da quinta-feira. Os ganhos foram liderados pela holandesa ASML, que subiu 0,6%. A empresa é a maior fornecedora mundial de sistemas de litografia para a produção de chips.
Na Ásia, os principais índices do continente fecharam a semana em alta. O Kospi, da Coreia do Sul, liderou os ganhos ao subir 2,05%, aos 5.668,05 pontos. A valorização ocorreu um dia após o indicador despencar 7,6% e provocar a interrupção temporária das negociações por causa da alta volatilidade. A valorização foi impulsionada pelos ganhos das fabricantes sul-coreanas de semicondutores. Os papéis da Samsung Electronics e da SK Hynix subiram 2,6% e 0,8%, respectivamente.
Na China, os mercados fecharam próximos da estabilidade. O índice Xangai Composite teve leve avanço de 0,24%, aos 3.716,28 pontos, enquanto o Shenzhen Composite encerrou sem alterações relevantes. Em Tóquio, o Nikkei avançou 1,39%, para 65.496 pontos, enquanto o Hang Seng de Hong Kong subiu 0,52%, aos 24.186,83 pontos, na sessão.
A Bolsa da Indonésia registrou a maior queda desde a crise financeira asiática de 1998. Desempenho foi impactado pela MSCI, que alertou que o país corre risco de ser retirado de seus índices, reacendendo temores de fuga de capital e de perda de atratividade para investidores na maior economia do Sudeste Asiático.
Empresa responsável pelo indicador usado por investidores de ações em todo o mundo como referência para definição de carteiras abriu uma consulta. MSCI vai avaliar a possibilidade de reclassificar a Indonésia de mercado emergente para a categoria "standalone" (isolada), o que excluiria as ações do país de seus principais índices acompanhados por fundos globais. Se isso ocorrer, a Indonésia se juntaria a Argentina, Líbano, Ucrânia, Zimbábue e outros nessa categoria, tornando-se o único país da Ásia-Pacífico no grupo.
O índice Jakarta Composite (JCI) despencou quase 12% nesta sexta-feira, a maior queda porcentual diária em 28 anos. A liquidação se intensificou depois que o índice abriu em baixa de 8%, acionando uma interrupção de 30 minutos nas negociações.
As perdas do JCI no ano chegaram a cerca de 40%, um dos piores desempenhos globais em 2026. A rupia, a moeda relevante da Ásia com pior desempenho no ano, enfraqueceu para 18.070 por dólar, o nível mais baixo desde o fim de julho, antes de reduzir perdas e voltar a operar perto de 18.000 por dólar.
Movimentações ocorrem em meio à retomada da alta do preço do petróleo. Após oscilar com variações negativas mais cedo, às 13h30, os contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para dezembro, subiam 2,8%, para US$ 108,90.
A coalizão que luta contra os combatentes houthis pró-iranianos anunciou nesta sexta-feira (16) ter interceptado mísseis e drones sobre Riade e outras regiões sauditas. A guerra civil no Iêmen, na qual a Arábia Saudita lidera desde 2015 uma coalizão de apoio ao governo iemenita, reacendeu em julho após o colapso de uma trégua de vários anos e se tornou a frente mais recente do conflito no Oriente Médio.
Trump ameaçou atacar instalação nuclear iraniana em montanha. O presidente americano afirmou que os EUA podem atingir a instalação de Pickaxe Mountain, sem enviar tropas terrestres. "Talvez tenhamos de ir lá. Vamos atacar essa. Vamos destruí-la rapidamente", afirmou o presidente americano.
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