A Justiça de São Paulo deu prazo de 15 dias para a Oncoclínicas comprovar a adesão de credores ao seu plano de recuperação extrajudicial.
O que aconteceu
A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais cobrou a comprovação do quórum legal. A decisão exige que a Oncoclínicas e as demais sociedades do grupo se manifestem sobre o andamento do processo e comprovem a aceitação dos credores.
O prazo anterior de 90 dias terminou no dia 13 de outubro. O período servia para comprovar a adesão de credores com mais da metade dos créditos em cada categoria abarcada na reestruturação.
O prazo de 15 dias ainda não começou a valer. A companhia informou em fato relevante que a determinação judicial ainda precisa ser publicada no Diário da Justiça Eletrônico.
A Oncoclínicas informará as datas oficiais ao mercado. A empresa afirmou que vai divulgar o início e o fim da contagem assim que houver a publicação oficial, além de novos desdobramentos.
Reestruturação de dívida de R$ 5,1 bilhões
A Oncoclínicas entrou com pedido de recuperação extrajudicial em 13 de julho de 2026. O objetivo é reestruturar R$ 5,1 bilhões em dívidas financeiras sem garantia real com credores e entre empresas do próprio grupo.
A Justiça de São Paulo aceitou o processamento do pedido em 4 de agosto. Com a decisão da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, ações e cobranças contra a empresa foram suspensas por 180 dias.
Oncoclínicas prestou esclarecimentos à CVM após ser questionada sobre a reestruturação. Em outro comuncado enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a companhia deu explicações sobre informações divulgadas pelo Estado de S.Paulo. Segundo o texto, a empresa ainda estava longe de obter apoio suficiente dos credores para homologar seu plano de recuperação extrajudicial, apesar do prazo de 14 de outubro para apresentação da proposta à Justiça. A reportagem detalhou condições de renegociação de uma dívida superior a R$ 5 bilhões e projeções financeiras apresentadas durante as negociações.
Empresa informou que os números divulgados tinham caráter apenas ilustrativo. Segundo a companhia, os dados faziam parte de materiais de conversas com um grupo de credores e não são projeções oficiais.
O plano final de recuperação extrajudicial será divulgado ao mercado por fato relevante. A empresa afirmou que fará o comunicado assim que o documento for protocolado na Justiça.
A CVM cobrou o cumprimento das obrigações de transparência com o mercado. A autarquia questionou o motivo de as negociações não terem sido comunicadas anteriormente como fato relevante.
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