Os Correios passaram a oferecer o descarte gratuito de eletrônicos usados em mais de 6,8 mil agências espalhadas pelo Brasil.
O que você precisa saber
A coleta gratuita de eletroeletrônicos sem uso está disponível nas 6.868 agências do Balcão do Cidadão. Fruto de parceria com a empresa Circular Brain, o lançamento do serviço ocorre em outubro, mês em que se celebra o Dia Internacional do Lixo Eletrônico, sem nenhum custo para o consumidor.
Para descartar, basta levar até 30 kg de aparelhos em uma caixa aberta até a agência. O atendente realiza o fechamento da embalagem no momento da postagem após o cliente informar nome, CPF, endereço, e-mail e telefone para emissão do comprovante de envio.
O serviço aceita celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido, cabos e itens de pequeno porte. No entanto, pilhas, baterias e lâmpadas não são aceitas nessa modalidade de coleta.
Os materiais são encaminhados à Rede Circulare e direcionados a recicladores homologados com rastreamento completo. "Agora, é só juntar os aparelhos numa caixa e passar no Correio mais próximo quando for resolver outra questão", disse Marcus Oliveira, CEO da Circular Brain.
Lixo eletrônico no Brasil
O Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos por ano, mas apenas 3% é formalmente coletado. Os dados são da Global E-waste Statistics Partnership, enquanto a Rede Circulare registrou o processamento de 83 mil toneladas em 2025.
A legislação brasileira determina a aplicação da logística reversa para esses produtos. A obrigação é fixada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e pelo Decreto 10.240/2020, exigindo que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes mantenham pontos de entrega e metas de coleta.
A direção dos Correios destacou que a capilaridade das agências facilita a destinação correta dos materiais pela população. "Ao apoiar essa iniciativa, os Correios reforçam seu compromisso com a preservação ambiental, estímulo à economia circular e ampliação do acesso a práticas sustentáveis em todas as regiões do País", ressaltou o presidente da estatal, Emmanoel Rondon.
Especialistas alertam que o descarte em lixo comum gera graves riscos ambientais. "Quando ficam parados em casa, sem utilidade, esses eletrônicos deixam de ser reciclados", explicou Marcus Oliveira, acrescentando que o descarte inadequado contamina o solo e a água, além de trazer riscos à saúde.
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