O Vasco não foi melhor que o Boca Juniors no primeiro tempo na Bombonera repleta como sempre.
O Vasco foi muito melhor.
Melhor porque não deu sinais de ter sentido a pressão; melhor porque além de não se intimidar, agrediu o Boca e antes de Adson cabecear para fazer 1 a 0, em cruzamento perfeito de Andrés Gómez, já havia criado boa oportunidade, quando Bruno Duarte bateu forte e quase abriu o placar, aos 5.
Placar aberto, o Cruzmaltino não correu riscos diante dos xeneizes.
Era de se supor que eles viessem com tudo no segundo tempo e, de fato, vieram.
Mas outra vez foi o Vasco quem quase ampliou, aos 54, quando Paulo Henrique concluiu para fora excelente troca de passes.
Verdade que, no minuto seguinte, os brasileiros tomaram o primeiro susto, porque, ao querer cruzar, Lautaro Blanco acertou a trave. Se empatasse teria sido sem querer, mas sem querer também vale.
O lance desencadeou ataques argentinos sucessivos e a situação ficou bem menos tranquila.
O Boca via 17 jogos de invencibilidade irem para o espaço e perdia apenas pela terceira vez em 2026 na Bombonera com ates de São Januário.
Aos 63, porém, por discutir com o assoprador de apito chileno, o colombiano Andrés Gómez foi expulso como se fosse um brasileiro infantil em embates com os hermanos.
Por estupidez, ele está fora do jogo da volta no Maracanã e, provavelmente, da eventual final, em Barranquilla, na Colômbia, com grandes possibilidades de ser contra o Atlético Mineiro.
Tchê Tchê entrou no lugar de Adson
O jogo, que já estava complicado, mudou completamente e, aos 71, Leo Jardim viu sua trave ser atingida de novo, desta por querer, em tirambaço de Ascacíbar.
Mais duas chances claras de gol foram perdidas antes dos 74 minutos.
Pedro Emanuel pôs Gabriel Pereira e Brenner e tirou Sosa e Bruno Duarte, aos 77.
Resistir era preciso, ceder estava fora de cogitação.
Aos 81 foi a vez de Lescano e Paulo Henrique sairem para Ramon Rique e Pumita jogarem.
Era o velho ataque contra defesa, sem que o Vasco conseguisse aproveitar os espaços, mas, ao menos, conseguia neutralizar com mais segurança as investidas portenhas.
Se um ex-corintiano, Adson, havia feito o gol do clássico continental, outro, Angel Romero, entrou aos 85 para buscar o 1 a 1.
Sete minutos de acréscimos eram provação que os cruzmaltinos não mereciam passar, três deles devido à recusa de Gómez em sair de campo.
O ex-palmeirense Merentiel, aos 95, desperdiçou excelente oportunidade ao chutar em cima de Robert Renan.
E Pumita evitou que o ex-colorado Enner Valencia empatasse.
O Vasco busca sua primeira Copa Sul-americana e jamais havia vencido o Boca em jogos oficiais.
Só se ouvia a torcida vascaína em Buenos Aires.
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