Pouco mais de um ano depois de desembarcar no Brasil, a montadora chinesa Geely, uma das 10 maiores do mundo, já chegou a ter um modelo entre os mais vendidos do Brasil. Como foi construir uma marca praticamente do zero por aqui?
Para falar mais sobre essa estratégia, que vai do patrocínio do Big Brother Brasil à forte presença no marketing de influência, o episódio #248 do programa Mídia e Marketing recebe Milena Martins, head de comunicação e marketing da Geely —veja, acima, o programa na íntegra.
Milena ainda fala sobre como a parceria com a Renault fez a diferença no Brasil, sobre como a presença em eventos como Salão do Automóvel e Festival Interlagos foram peças-chave para o crescimento da marca e afirma que a desconfiança com as marcas chinesas perde força conforme o acesso à informação cresce.
A Geely é uma empresa global, de origem chinesa, que está presente em mais de 100 países. Ela é dona da Volvo e tem outras marcas conhecidas, como a Zeekr e a Link & Co, além de ser acionista da Mercedes-Benz, por exemplo. Hoje, também somos sócios da Renault do Brasil, com 26,7%.a partir de 1:02
A Geely é um ecossistema de tecnologia. Temos 64 satélites na órbita só para melhorar toda a conexão dos nossos veículos, temos o maior centro de segurança do mundo.a partir de 2:05
O EX2 tem um volume de vendas expressivo de vendas, já atingiu o top 2 do varejo. Temos 50 concessionários, que atendem 24 estados. Até o final do ano, teremos 90% de cobertura no território nacional. Temos peças, temos distribuição e um suporte para que o cliente não fique sem assistência. Isso sempre foi uma premissa da marca.a partir de 4:49
Globalmente, a Geely estimula os mercados, onde tem operações locais, a tropicalizar a comunicação. A estratégia da chegada ao país foi moldada pelo nosso time local, com o suporte de todas as nossas agências. A ideia foi sempre trazer um pouco de humor, um pouco de leveza, uma comunicação agradável. Aí que escolhemos a família da Fernanda Lima e do Rodrigo Hilbert para nos acompanhar.a partir de 7:01
Eles já entenderam que o mercado brasileiro é realmente diferente. Somos uma cultura complexa de se entender. A gente brinca que o Brasil é o 'país jabuticaba', inclusive regionalmente.a partir de 10:52
O mercado automotivo está passando por uma transformação que há muito tempo não acontecia no Brasil. Tivemos experiências diferentes no Salão do Automóvel e no Festival Interlagos, inclusive com vendas lá dentro. O cliente, por exemplo, está indo cada vez mais preparado para a concessionária. Às vezes, ele sabe mais detalhes técnicos do que um vendedor.a partir de 18:03
O mercado de eletrificação não tem mais volta. Vai acabar o veículo a combustão? Não. Há necessidades para cada público. Mas quem experimenta um carro elétrico, um carro híbrido, realmente tem uma experiência diferente ao dirigir. Esse é um papel educacional da marca.a partir de 21:01
Tivemos uma onda inicial dos carros chineses. Muitas pessoas tinham receio de comprar. Mas, hoje, todo mundo tem muita informação. Esses veículos têm alta qualidade, têm alta tecnologia embarcada. São milhares de engenheiros trabalhando dia e noite para desenvolver nossos veículos. O que minou essa percepção antiga foi a boa informação.a partir de 24:38
A companhia respeita muito a opinião local, sem perder o DNA da marca global. Tivemos uma experiência feliz no Big Brother, por exemplo, foi único, ainda mais da forma intensa que é. Eles abraçaram de forma construtiva, foi muito legal de ver.a partir de 30:18
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.