A expectativa e posterior definição de Douglas Ruas (PL) como governador do Rio de Janeiro pelo TRE-RJ deu o tom da agenda de sábado de Flávio Bolsonaro (PL) no estado. Em um único dia, o senador circulou por três ambientes distintos — uma motocarreata, um encontro com mulheres ao som de funk e uma convenção evangélica no Maracanãzinho — e buscou projetar confiança na campanha presidencial e capacidade de mobilização do bolsonarismo.
Em cada parada, recorreu a diferentes formas de aproximação com o público, mas manteve a exaltação ao pai, Jair Bolsonaro, e a defesa de pautas conservadoras como elementos de unidade.
A manhã começou em São Gonçalo, cidade de Douglas Ruas e administrada pelo pai dele, Capitão Nelson (PL). Ao lado do aliado, Flávio participou de uma motocarreata e afirmou que, se eleito presidente, receberá a faixa presidencial das mãos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por chefiar o plano de tentativa de golpe de Estado.
"Em 1º de janeiro, vou subir a rampa e receber a faixa das mãos do melhor presidente da história do Brasil: Jair Bolsonaro", disse. No mesmo evento, prestou continência a policiais militares que patrulhavam o local.
No início da tarde, em um encontro com mulheres no Itanhangá, na zona oeste do Rio, a estratégia de mobilização ganhou outro formato. Flávio pediu que tocassem o funk de sua campanha para animar os presentes, dançou, tirou fotos com apoiadores e ergueu uma imagem do pai impressa em um quadro.
No encontro, também defendeu uma das principais pautas conservadoras da direita em 2026: a oposição aos direitos de pessoas trans. "Pra que as nossas filhas possam ir em banheiro feminino sem serem importunadas por um cara que se sente mulher", afirmou. Em seguida, defendeu que o esporte feminino seja disputado apenas por mulheres.
Às 15h, Flávio chegou à convenção pelos cem anos da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, no Maracanãzinho, lotado de fiéis. No mesmo horário, uma sessão do TRE-RJ declarou Ruas eleito governador, após a retotalização dos votos decorrente da decisão do TSE que anulou os votos do então candidato Anthony Garotinho (Republicanos).
Ao lado do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, e do pastor Silas Malafaia, Flávio recebeu o apoio público do bispo Samuel Ferreira. O religioso enumerou motivos pelos quais pediria votos para o senador, embora afirmasse que não poderia fazê-lo. Em seguida, convocou a plateia a repetir o coro "igreja vota em igreja" mais de dez vezes e chamou Flávio para discursar.
Ao microfone, Flávio disse que o Brasil vive uma "guerra espiritual" e que enfrenta "inimigos mentirosos". Depois do discurso, parte significativa da plateia deixou o local, mesmo com a continuação das orações e discursos no palco.
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