A Petrobras arrematou 19 blocos no leilão de concessão da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e respondeu por quase toda a arrecadação do certame, que somou cerca de R$ 3 bilhões em bônus de assinatura.
O que aconteceu
Petrobras levou 19 dos 49 blocos vendidos no 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A estatal ofertou aproximadamente R$ 3 bilhões em bônus de assinatura e concentrou quase a totalidade do valor arrecadado pela União na rodada.
Do total, Petrobras ficou sozinha com 12 áreas na Bacia de Campos. Cinco desses blocos tiveram disputa com um consórcio formado por TotalEnergies e QatarEnergy, e dois deles responderam por metade de toda a arrecadação do leilão.
Maiores bônus de assinatura do certame foram pagos pela Petrobras em Campos. A empresa desembolsou R$ 754,197 milhões por cada um dos blocos C-M-115 e C-M-161, ambos com ágio de mais de 21.000%.
Petrobras também arrematou sete blocos na Bacia do Ceará em consórcio com a QatarEnergy. A estatal aparece como operadora com 70% de participação, e, tanto em Campos quanto no Ceará, foi a única operadora a levar áreas.
Leilão ofertou 308 blocos em 22 setores e vendeu 49, com arrecadação de R$ 3 bilhões. A ANP informou ainda investimentos previstos de R$ 1,5 bilhão e ágio de 3.511% sobre os lances iniciais do bônus de assinatura.
Outras empresas que levaram áreas
Eneva arrematou seis blocos na Bacia do Parnaíba, onde já tem produção relevante de gás. A PetroRecôncavo levou dois blocos, nas bacias de Potiguar e Recôncavo.
Aguila foi o destaque entre as independentes em número de áreas, com 12 blocos. Os blocos ficaram espalhados entre as bacias de Potiguar, Recôncavo e Tacutu.
O que acontece com os blocos que não tiveram lances
ANP diz que áreas não arrematadas podem voltar a ser ofertadas em novas rodadas. ?Os blocos não arrematados podem voltar em outras rodadas. A natureza da oferta permanente é essa. Colocar blocos para que as empresas estudem e vejam onde elas enxergam potencial?, afirmou o diretor-geral da agência, Artur Watt, em entrevista coletiva.
Agência avalia que pouca disputa não significa falta de atratividade. ?Tivermos ágio, ou seja, empresas que viram potencial e, com o receio que outras viessem a disputar, fizeram ágio. Isso é importante?, disse Watt.
Após o leilão, blocos não adquiridos ainda podem ser requeridos por investidores presentes com garantias financeiras. A Petrom, por exemplo, pediu a reabertura do setor SPN-SE, na Bacia do Parnaíba, e ficou com o bloco PN-T-166.
Leilão de partilha do pré-sal, pela manhã
Leilão do pré-sal negociou sete das 13 áreas ofertadas e arrecadou R$ 530,4 milhões em bônus de assinatura. A ANP informou investimentos mínimos previstos de R$ 778 milhões na 4ª Oferta Permanente de Partilha.
Petrobras levou dois blocos sozinha no regime de partilha. A estatal arrematou Azurita, na Bacia de Campos, e Cruzeiro do Sul, na Bacia de Santos; em Azurita, o ágio foi de 139,81% e, em Cruzeiro do Sul, o excedente em óleo foi de 15,27%, com ágio de 8,07%.
Prio e Equinor também arremataram áreas e registraram ágios relevantes em Campos e Santos. A Prio ficou com dois blocos em Campos e teve ágio de 132,79% em Magnetita e de 315,03% em Hematita; a Equinor levou Rubi (ágio de 91,72%) e entrou com a Galp em Rodocrosita, que teve ágio de 494,64%.
Seis áreas do pré-sal ficaram sem propostas e os blocos arrematados não tiveram disputa direta. Turmalina e Larimar, na Bacia de Campos, e Aragonita, Opala, Granada e Cerussita, na Bacia de Santos, não receberam ofertas.
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