A rodada da volta do Brasileiro teve placas publicitárias em volta do campo com protestos pela proibição das apostas. Isso aumenta a pressão sobre o governo pela MP que vetou o setor.
O presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou a medida durante o período de Data Fifa, sem partidas no território nacional.
Houve manifestações de contrariedade como notas e entrevistas, principalmente do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, além de ações judiciais.
Mas esse nível de exposição é bem diferente de ter mensagens em todos os jogos da Série A questionando a decisão do governo.
As casas de apostas usaram os espaços publicitários nos jogos que tinham direito para frases como: "Proibir não é proteger", "Não se muda a regra no meio do jogo", "Quem lucra com as bets ilegais?".
Ao final da partida Corinthians x Internacional, o narrador da partida, do canal Premiere da Globo, explicou o protestos das bets. A Globo, por meio da Abert, já se manifestou contra o veto.
Essa enxurrada de protestos ocorre em um momento de fragilidade do governo após a derrota de Lula no primeiro turno. O resultado levou a questionamentos dentro da campanha do PT sobre se a MP não acabou se voltando contra o governo, justamente por contrariar um setor popular como o futebol.
A manutenção da MP só deve ser discutida após o segundo turno seja via Congresso, seja pelo STF - em ação que está nas mãos de Luiz Fux.
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