Um ataque russo com uma bomba atingiu dois ônibus civis em Kramatorsk, no leste da Ucrânia, matando 33 pessoas, de acordo com autoridades locais.
O que dizem as autoridades ucranianas
Autoridades de resgate e o governo regional de Donetsk informaram que o bombardeio, feito com uma bomba planadora, também deixou 18 feridos. O chefe da região, Vadym Filashkin, acusou a Rússia de mirar um ônibus com passageiros para provocar o maior número possível de mortes entre civis.
Imagens divulgadas por promotores locais mostram a carcaça metálica de um ônibus em chamas e destroços espalhados na via. Registros também indicam vítimas caídas na estrada após a explosão.
Governo pediu que moradores que ainda estão na região de Donetsk deixem a área e busquem locais mais seguros do país. O transporte público foi suspenso diante do agravamento da situação. "Não temos o direito de arriscar a vida de passageiros e motoristas."
Moscou ainda não comentou o ataque, segundo o canal britânico BBC. Equipes de resgate disseram que a ofensiva provocou incêndio nos dois ônibus, que transportavam passageiros.
Kramatorsk é alvo frequente
Kramatorsk e a vizinha Slovyansk integram um chamado "cinturão de fortalezas" que a Rússia tenta tomar no Donbass. A região industrial do leste ucraniano é formada por Donetsk e Luhansk, e o Kremlin diz buscar controlar todo o território.
Bombas planadoras têm sido usadas com frequência contra as duas cidades, à medida que forças russas se aproximam do leste de Kramatorsk. O armamento recebe aletas para "planar" até o alvo, em vez de apenas cair. No fim de agosto a cidade chegou a ser atingida por nove bombas desse tipo em um único dia.
A prefeitura de Kramatorsk classificou o ataque como crime contra a população civil. Em nota, descreveu a ofensiva como "um crime horrível cometido pelo Exército russo contra a população civil" e afirmou: "Mais uma vez, os russos atingiram um local onde não há absolutamente nenhum alvo militar".
Escalada de ataques e aumento de vítimas civis
O ataque ocorre em meio a uma intensificação de ofensivas russas em várias partes da Ucrânia, com aumento de mortes de civis. Sirenes têm tocado ao longo do dia em Kiev, em um cenário de alertas constantes.
Dados citados no relato indicam que, até agosto deste ano, mais civis morreram na Ucrânia do que em todo o ano de 2025. Em Pryluky, a leste de Kiev, um ataque que destruiu um prédio de cinco andares matou 22 pessoas, incluindo cinco crianças, segundo a mesma apuração.
O presidente Volodymyr Zelensky disse que o país precisa de apoio prático dos aliados para se proteger. Ele pediu "ação concreta por meio de novos pacotes de defesa para a proteção da Ucrânia" e prestou condolências às famílias atingidas.
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