O Ministério Público de São Paulo determinou que o Corinthians entregue, em 72 horas, documentos para esclarecer uma possível diferença milionária na multa cobrada pela Caixa Econômica Federal pela dívida da Neo Química Arena. A medida busca verificar se os cálculos aplicados ao financiamento do estádio estão corretos.
O promotor Cassio Conserino, que assina o despacho, registra que uma representação técnica apresentada ao Ministério Público aponta uma diferença de R$ 44,9 milhões na multa: a multa cobrada ao clube foi de R$ 48,7 milhões, e, segundo o documento, ela seria de R$ 3,8 milhões.
Segundo os autores da representação, se atualizado, o montante de quase R$ 45 milhões corresponderia a R$ 196 milhões.
Na determinação, o promotor Cassio Conserino afirma que o representante Anísio Castelo Branco, responsável por uma perícia que apontou inconsistências na atual dívida do clube com a Caixa, foi convocado num primeiro momento a integrar uma comissão para rever esses cálculos.
Mas atualmente, segundo Conserino, Anísio "foi categoricamente escanteado e literalmente ignorado".
Crítico à postura do Corinthians ao longo do documento, Conserino registrou também que o clube ainda não forneceu documentação suficiente para a conferência dos cálculos. Sem esse material, o Ministério Público diz não ter como confirmar se os valores cobrados pela instituição financeira estão de acordo com o contrato.
Segundo Conserino disse à reportagem, as 72 horas de prazo ao Alvinegro Paulista passam a valer a partir do recebimento do documento, que deve ocorrer amanhã.
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