Dois cabos eleitorais foram presos na tarde de ontem em Boa Vista (RR) com R$ 30 mil escondidos em meias para, supostamente, comprar votos para um candidato ao senado.
O que aconteceu
Suspeitos seriam ligados ao deputado federal Antonio Carlos Nicoletti (PL), segundo a TV Globo. Eles foram abordados por policiais militares em uma caminhonete na avenida Capitão Ene Garcez, informou a Polícia Militar ao UOL.
Policiais abordaram o carro por considerarem o veículo suspeito durante patrulhamento, segundo a PM. Os agentes encontraram três pacotes com notas de R$ 100 dentro das meias, por baixo dos sapatos dos homens.
Um dos suspeitos levava dois pacotes de R$ 10 mil, e outro tinha um pacote com o mesmo valor. À polícia, os dois afirmaram que o dinheiro seria usado para comprar votos por cerca de R$ 300 cada.
Os dois suspeitos presos disseram aos policiais que trabalhavam para o candidato que o dinheiro pertenceria a Nicoletti, que hoje é deputado. A dupla e o material foram levados à Superintendência da Polícia Federal para as providências cabíveis.
O UOL buscou a campanha do candidato para saber se eles vão se posicionar sobre o assunto. O espaço segue aberto para manifestação e será atualizado se houver posicionamento.
PF (Polícia Federal) realizou operações contra crimes eleitorais em quatro estados brasileiros. Além de Roraima, ações foram realizadas no Pará, no Ceará e em Mato Grosso. Os agentes cumpriram diversos mandados de busca e apreensão, confiscaram recursos que seriam utilizados para a compra de votos e prenderam os envolvidos nas supostas compras de votos.
No Pará, os agentes apreenderam cestas básicas, eletrodomésticos, cadeiras de rodas e cobertores. As investigações apontam que os itens seriam distribuídos para a compra de votos na cidade de Marabá. Na ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.
Operação Rastilho mirou esquemas de apoio político e eleitoral em quatro municípios do Ceará. Os policiais civis e federais cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e confiscaram cerca de R$ 120 mil em dinheiro vivo. A ação é um desdobramento da Operação Rastro, que apreendeu R$ 334 mil em espécie, além de computadores e aparelhos celulares, no dia 31 de agosto.
Em Mato Grosso, foram realizadas quatro operações simultâneas contra irregularidades no processo eleitoral. Ao todo, a Justiça Eleitoral determinou o cumprimento de 20 mandados de busca, que resultaram na apreensão de R$ 235 mil em dinheiro.
Já em Tocantins, a Polícia Federal prendeu em flagrante três pessoas no município de Gurupi. O trio foi preso hoje sob suspeita de compra de votos nas Eleições Gerais de 2026, informou a corporação em nota. A corporação não informou o nome dos presos, nem para quem os votos seriam direcionados.
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