A Justiça de São Paulo homologou acordo de R$ 16 milhões feito entre São Paulo e o mega empresário Giuliano Bertolucci, e encerrou uma ação de cobrança contra o clube que corria desde 2023.
O acordo foi feito para saldar o que restava de uma dívida que, atualizada a valor presente, chegou a R$ 76 milhões. O clube vem realizando pagamentos há três anos, desde junho de 2023.
O acordo foi protocolado sob sigilo. Uma das cláusulas prevê que o descumprimento permite uma nova ação de execução.
Ainda na gestão Julio Casares, em agosto de 2022, o São Paulo firmou com Bertolucci uma confissão de dívida abrangendo vários débitos com o agente, um dos mais influentes do planeta.
As pendências incluem comissões pela intermediação da venda de Éder Militão em 2018, Anthony (2020), Thiago Mendes (2017), Helinho (2018), verbas por negociações envolvendo o meia Vitor Bueno e o zagueiro Morato. Além disso, há também dívidas mais antigas não detalhadas.
A confissão de dívida foi homologada na Câmara Nacional de Resolução de Disputas da CBF (CNRD). Com isso, em caso de não pagamento, o São Paulo estava sujeito a sanções esportivas como transfer bans ou perdas de pontos.
A coluna teve acesso a registros de todos os pagamentos dessa dívida realizados a Bertolucci nos últimos três anos. Entre julho de 2023 e janeiro de 2026, o clube desembolsou R$ 46 milhões.
Corrigidos e ajustados de acordo com as datas dos pagamentos, esses R$ 46 milhões pagos servem para abater R$ 60 milhões do valor presente da dívida.
Os valores das parcelas pagas ao longo destes anos são variáveis. Na maioria dos meses, ficam em torno de R$ 580 mil. Há, entretanto, um pagamento de mais de R$ 10 milhões em outubro de 2024, e pagamentos que totalizam R$ 11 milhões em novembro do mesmo ano.
Em agosto, em negociações fora do processo, São Paulo e Bertolucci chegaram a um acordo para pagar os R$ 16 milhões. Para produzir efeitos, ele precisava ser homologado na Justiça, o que aconteceu agora.
Clube e agente pediram o encerramento da ação.
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