A Justiça Eleitoral barrou hoje a candidatura de Ricardo Marques (PL) ao governo de Sergipe, após a renúncia de seu candidato a vice, Érico Menezes (PL), a quatro dias do primeiro turno.
O que aconteceu
A juíza Brígida Declerc Fink homologou a renúncia de Menezes e considerou inviável manter a chapa sem candidato a vice. Menezes foi o segundo companheiro de chapa de Ricardo Marques a deixar a disputa neste ano.
Érico Menezes apresentou duas justificativas para deixar a candidatura. Em nota nas redes sociais, ele disse que tomou a decisão "muito difícil" devido ao estado de saúde da esposa, que precisaria de cuidados e atenção. No documento enviado ao TRE-SE (Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe), Menezes citou divergências sobre o "propósito da candidatura".
Marques lamentou a saída do candidato a vice, mas disse que não desistirá da candidatura. "Eu digo pra você com toda certeza, quem me conhece sabe, que não desisto dessa candidatura por nada. Não desistiria", afirmou ele, em live no Instagram. O candidato diz que pediu para a campanha avaliar se há tempo para reverter a decisão.
Candidato relatou que houve "perseguição" contra a candidatura desde a convenção estadual, mas que não se sentiu humilhado. "Em nenhum momento eu me senti humilhado. Claro, eu me sinto desrespeitado, sinto que estou incomodando, mas humilhado não."
Pesquisa Quaest divulgada na semana passada mostrou Ricardo Marques com 5% das intenções de voto. Valmir de Francisquinho (Republicanos) tinha 34%, enquanto Fábio Mitidieri (PSD) aparecia na liderança, com 43%.
A crise no diretório estadual do PL se tornou pública durante a passagem de Flávio Bolsonaro por Aracaju, no domingo (27). Ricardo Marques não foi citado no discurso do candidato do partido à Presidência, embora estivesse no local.
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