Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, pode se beneficiar politicamente de uma narrativa de coesão nacional diante de um inimigo externo após o incidente com um voo da Flydubai, avaliou o colunista João Paulo Charleaux no UOL News - 2ª edição, do Canal UOL.
O avião da empresa seguia de Dubai para Tel Aviv e acabou desviado para a Arábia Saudita, depois de uma briga na cabine entre piloto e copiloto que deixou os dois feridos. Segundo o governo israelense, houve uma tentativa frustrada de atentado terrorista.
Esse é um líder [Netanyahu] cuja popularidade cresce quando ele gera coesão nacional diante de um inimigo externo.
Então, em alguma medida, ele pode se beneficiar de situações como essa politicamente, no sentido de aumentar a coesão do eleitorado quando cresce a sensação de insegurança no país.
Por outro lado, se isso não se provar uma história verdadeira ou se tiver detalhes obscuros, isso pode também se voltar contra ele. João Paulo Charleaux, colunista do UOL
Charleaux disse que o episódio ocorre em um momento politicamente sensível, com a proximidade do aniversário de três anos do ataque de 7 de outubro em Israel. Para ele, o governo israelense emitiu um alerta de que ações semelhantes possam ocorrer por causa da data.
É importante notar que esse episódio acontece exatamente quando falta uma semana para completar três anos do ataque terrorista de 7 de outubro em Israel.
Portanto, é uma data extremamente sensível politicamente, e o governo israelense, a partir desse evento, emitiu um alerta de que ações semelhantes possam ocorrer em virtude do aniversário desse ataque terrorista de 7 de outubro. João Paulo Charleaux, colunista do UOL
O colunista também comentou o peso eleitoral do caso, com eleições marcadas para 27 de outubro. Segundo ele, Netanyahu tenta um novo mandato sob suspeitas de omissão no ataque de 7 de outubro, e a apuração de responsabilidades ainda não teria avançado.
Israel passa por eleições agora em 27 de outubro. Benjamin Netanyahu tenta ganhar um novo mandato e pesa sobre ele a suspeita de omissão nesse ataque de 7 de outubro. Ainda não foi feita uma investigação exaustiva em Israel para apurar as responsabilidades. João Paulo Charleaux, colunista do UOL
Essa cabine é blindada desde o 11 de setembro [quando houve o ataque às Torres Gêmeas]. Então, o código é utilizado pelos comissários para ter o acesso. A partir do momento que esse código é acionado, é tocado um alerta e aí o piloto ou o copiloto checa através de uma câmera quem quer entrar e aí libera o acesso. Hilton Rayol, especialista em segurança de voo
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