O candidato a deputado federal e youtuber de direita Wilker Leão (Novo), preso em flagrante após pintar um muro da Universidade de Brasília, comemorou hoje a liberdade e afirmou ter sido vítima de uma prisão arbitrária.
O que aconteceu
Mas eu informo a vocês, como vocês já estão vendo: eu estou livre... foram 24 horas aqui na Polícia Federal. Estou de volta à ativa para fazer a minha campanha, mostrando a vocês que a gente precisa lutar nessa guerra, com todas as armas disponíveis.
Olha, eu sou preso em flagrante, de forma arbitrária como essa. Quem picha, não sofre nada. Sendo que eu fui ali promover nenhuma ideologia minha, foi apenas para pintar de branco. Então, eu quero dizer que eu estou bem, completamente bem, melhor do que nunca, de volta à ativa. Wilker Leão, candidato e youtuber de direita, em vídeo
Candidato foi liberado após passar por audiência de custódia. Segundo o advogado dele, Wilmondes Viana, o youtuber foi liberado pela Justiça sem a necessidade de pagamento de fiança. O UOL procurou a Justiça Federal e o MPF e aguarda retorno.
MPF pediu fiança de R$ 10 mil para cinegrafista preso com Wilker. A procuradoria considerou a renda declarada de Anderson Nigro e sua menor participação na ação. Segundo registro da ocorrência, ele foi contratado pelo candidato para gravar e editar material audiovisual da campanha. Ainda não há informação oficial se ele também foi solto.
Entenda o caso
Wilker disse que queria apagar manifestações ideológicas de paredes. Em depoimento, o candidato negou dano ao patrimônio público e afirmou que pretendia revitalizar o prédio; segundo ele, cerca de 15 pessoas foram contratadas por R$ 150 cada.
Cinegrafista afirmou que apenas cumpria contrato de campanha de Wilker. Anderson Nigro contou que sua função era captar imagens e negou ter participado da pintura ou manuseado materiais usados na ação.
UnB denunciou que pintura ocorreu no Instituto de Artes. A universidade afirmou que acionou o protocolo de segurança e chamou a Polícia Militar, que prendeu Wilker após denúncia de pintura não autorizada por volta das 17h.
Instituição afirmou que estudantes foram agredidos durante confusão. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram homens agredindo ao menos uma pessoa no instituto; universidade disse que dará apoio aos integrantes atingidos e repudiou o episódio.
UnB critica ação e fala em métodos 'ilegais' da extrema-direita. Em nota, a universidade afirmou que os acontecimentos reforçam a importância da união da comunidade em defesa da instituição e da convivência democrática.
Os acontecimentos deste domingo revelam que os métodos adotados pela extrema-direita, além de ilegais, são covardes, porque só se viabilizam na impossibilidade do debate qualificado. Por isso, a união da comunidade em defesa da Universidade é tão importante. A UnB seguirá firme na defesa de sua comunidade, de seus espaços e da convivência democrática.Universidade de Brasília, em nota
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