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UOL Economia há 32 d • Seg, 28 Set 2026 09:06:00 -0300

Dólar sobe a R$ 5,22 e Bolsa patina, com petróleo e eleições no radar

Dólar sobe a R$ 5,22 e Bolsa patina, com petróleo e eleições no radar

O mercado de câmbio começa a primeira sessão desta semana com o dólar em alta, cotado a R$ 5,20, após bater máxima de R$ 5,22, influenciado pela alta do petróleo no exterior, que pressiona as Bolsas, e novas projeções do setor financeiro para inflação e juros após o IPCA-15 mostrar aceleração dos preços. No Brasil, Ibovespa patina ao redor da estabilidade sem viés firme, com agentes econômicos ajustando posições ainda à nova pesquisa de intenção de voto na corrida presidencial.

O que aconteceu

Dólar iniciou negócios nesta segunda-feira em alta ante real no Brasil. Subindo desde a abertura, a moeda americana era cotada no comercial para venda a R$ 5,217 às 15h, variação de 0,70% ante fechamento de sexta-feira.

Moeda americana já tinha subido de R$ 5,14 a R$ 5,19 na semana passada. Alta acumulada no período foi puxada por apostas em aumento dos juros nos Estados Unidos, em meio à alta do petróleo que ampliou receios de inflação no mundo.

A moeda brasileira segue sensível à combinação entre o comportamento do petróleo, os rendimentos dos Treasuries e o noticiário político. A proximidade do primeiro turno tende a aumentar a volatilidade, especialmente diante das novas pesquisas e dos debates previstos para a semana. Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora

No exterior, preço do petróleo volta a subir e superar US$ 100 já em dezembro. Os contratos de Brent para dezembro, referência internacional mais negociada para o combustível, com entregas previstas para novembro, subiam 2,7% a US$ 100,08 por volta das 11h.

Bolsas americanas são pressionadas por petróleo. Os índices futuros de Wall Street registram queda hoje. Agentes econômicos temem que o encarecimento dos combustíveis alimente inflação e leve o Fed (Federal Reserve), Banco Central americano, a elevar mais uma vez a taxa básica de juros no país.

No ambiente doméstico, mercado ajusta projeções após aceleração da inflação. O IPCA-15, que antecede o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), usado pelo Banco Central como principal referência para a política monetária, subiu 0,7% em setembro, elevando o acumulado em 12 meses para além do teto perseguido pelo Banco Central. Isso impactou o Boletim Focus, pesquisa semanal com uma centena de profissionais do setor financeiro: projeções para inflação ao fim deste ano subiram para 4,99%.

Corrida presidencial segue influenciando ajustes de posições. Nova pesquisa de intenção de voto divulgada hoje pela Quaest mostra o candidato à reeleição, presidente Lula (PT), subindo de 37% a 39% das intenções de voto no primeiro turno, à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 34%, de 33% na pesquisa anterior. Ambos atingiram 42% das intenções de voto para simulação de segundo turno.

Principal índice de ações da Bolsa brasileira reage após abrir em baixa depois de três quedas seguidas. O Ibovespa começou a segunda-feira com variação negativa, recuando 0,77% às 10h20, marcando 182.061 pontos, mas recuperou forças para passar a subir 0,05% às 11h45, atingindo 183.560 pontos. No começo da tarde, voltava a ter variação negativa, de 0,05%, a 183.398 pontos.

Desempenho mostra menor apetite do capital externo pelas ações brasileiras. Após entradas líquidas de R$ 4 bilhões nas sessões de 18 a 22 de setembro, o saldo das aplicações dos estrangeiros ficou negativo em R$ 600 milhões desde 23 de setembro.

Estrangeiros representam 60% do giro diário da Bolsa brasileiro. Por isso, a atuação desse grupo tem potencial para determinar o viés no mercado local de ações.

Déficit nas contas externas cresceu 34,2% e vai a R$ 5,1 bilhões em agosto. Segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central, a melhora do saldo comercial não foi suficiente para compensar piora das saídas de serviços, redução do investimento direto e saques de carteiras, que atingiram R$ 5,2 bilhões.

Aqui dependemos do fluxo de investidores estrangeiros, mas a proximidade das eleições certamente inibe maior agressividade operacional apesar de preços atraentes de muitas ações. As negociações entre o Irã e os Estados Unidos sobre guerra e a expectativa de novas altas de taxa de juros pelo Fed mexem globalmente com as taxas no mundo. Coordenador de Economia da Apimec Brasil

Petrobras tem sessão de recuperação na alta do petróleo. As ações PN (preferenciais a dividendos) e ON (ordinárias com direito a voto) recuaram mais de 2,4% e 2%, respectivamente, na sexta-feira. Com alta do barril hoje, papéis sobem mais de 1,5% e voltam a rondar máximas históricas.

WEG investirá US$ 160 milhões para ampliar produção de geradores nos EUA. Conclusão do projeto está prevista para 2030, quando a empresa estima elevar sua capacidade global de produção para cerca de 50 geradores por dia em suas fábricas no México, Estados Unidos, Brasil e China, ante 10 gerados atualmente. Ações da empresa recuavam 1% às 15h, cotadas a R$ 50,58.

CVC anuncia conclusão da renegociação de R$ 370 milhões. Renegociação vai reduzir a saída de caixa da CVC Corp em cerca de R$ 110 milhões nos próximos 12 meses. Desse total poupado, R$ 30 milhões seriam pagos em outubro de 2026 e outros R$ 80 milhões venceriam em abril de 2027. Ações da empresa subiam 2,7% às 15h, para R$ 1,49.

Analistas dizem até onde grupo JHSF pode crescer. Companhia diz que empreendimentos em desenvolvimento podem elevar dentro de um prazo de três anos o Ebitda anual dos atuais R$ 730 milhões a R$ 2 bilhões, aponta reportagem do UOL. A XP estima que a renda recorrente poderá representar 71% da receita até 2030, ante os cerca de 50% atuais. Citi tem preço-alvo para os papéis em R$ 12. As ações da JHSF negociadas na B3 recuavam 2,7% às 15h, a R$ 11,41.

Vibra Energia conclui emissão de debêntures de R$ 1,4 bilhões. A demanda superou em mais de um terço a quantidade de títulos inicialmente ofertada. Ações da empresa subiam 1,5% às 15h, a R$ 37,75.

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