Brabas e Soberanas fizeram grande jogo de ida na decisão do Brasileirão, em Itaquera com bom público, pena que com torcida única. Quase 22 mil torcedores.
O Corinthians começou na pressão, criou chances seguidas até que Gabi Zanotti, 41, livre entre as zagueiras, fez 1 a 0, de cabeça, em cruzamento de Gi Fernandes, aos 9 minutos.
As Brabas mantiveram o controle do clássico até que, em bela trama pela direita, aos 20, Eduarda Serrano pôs a bola na marca do pênalti e Giovanna Crivellari, 31, fez valer a lei do ex: 1 a 1.
E as Soberanas tomaram o domínio do jogo. Por muito pouco não viraram ainda no primeiro tempo.
Para o segundo o Corinthians voltou com Jhonson no lugar de Zanotti e retomou a pressão, bem suportada pela defesa tricolor.
Até que, aos 24, Duda Cordeiro saiu jogando errado, Aline Milene ficou com a bola e esticou para Isa Caroline virar: 2 a 1.
Em 34 jogos, as Brabas perdiam pela primeira vez em Itaquera e davam enorme vantagem para as Soberanas no jogo de volta, sábado que vem, no Morumbi.
O São Paulo pode ser bicampeão brasileiro depois de 29 anos e, se for, será com a justiça de quem fez a melhor campanha, além de impedir o octacampeonato das rivais.
Inexplicáveis nove minutos de acréscimos deram dramaticidade à majestosa decisão, mas a melhor defesa do campeonato resistiu sem maiores problemas ao desespero corintiano.
A fase alvinegra é tão ruim que até entre as mulheres as coisas não dão mais certo, com atraso de salários e evidente retrocesso na categoria.
Sim, a fase tricolor não é tão melhor, mas o time feminino é.
Que o Morumbi lotado honre o desempenho.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
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