A arrecadação federal de impostos e contribuições totalizou R$ 235,57 bilhões em agosto, mostram dados divulgados pela Receita Federal. O valor representa o maior volume arrecadado na série histórica, iniciada em 1995, para o período.
Como foi a arrecadação
Governo teve a maior arrecadação da história para meses de agosto. O valor obtido com impostos e contribuições supera em 12,8% o resultado no mesmo mês de 2025 (R$ 208,79 bilhões) e se consolida como o maior para o mês nos 32 anos da série histórica do indicador da Receita Federal.
No acumulado de 2026, a arrecadação federal supera os R$ 2 trilhões. O volume de R$ 2,11 trilhões arrecadados entre janeiro e agosto é 11,8% superior ao registrado pelo Fisco no mesmo período do ano passado (R$ 1,89 trilhão). Com o resultado, o terceiro trimestre só não renovará o recorde se a arrecadação de setembro for inferior a R$ 175,3 bilhões.
Resultados representam ganhos acima da inflação para o governo. A arrecadação de agosto teve alta real (acima da inflação) de 8,25%. Já no acumulado dos primeiros oito meses de 2026, a variação aparece 7,12% acima do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) apurado para o período.
O que aumentou a arrecadação
Imposto das empresas e a contribuição sobre o lucro líquido puxam recorde. Juntos, os ganhos com o IRPJ (Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) somaram R$ 34,1 bilhões, com alta real de 13,09%.
Arrecadação da Previdência Social cresceu 4,3% e atingiu R$ 63,03 bilhões. O desempenho é originado pelo crescimento real (acima da inflação) de 2,89% da massa salarial de julho de 2026 em relação ao mesmo mês do ano passado. Para o Fisco, a evolução ajudou a impulsionar o resultado. "Nós estamos menos desonerados do que no ano passado", explica Marcelo Gomide, coordenador de previsão e análise da Receita.
Imposto retido na fonte sobre rendimentos de capital somou R$ 12,7 bilhões. O resultado corresponde a uma expansão real de 23,27% em um ano. O ganho expressivo ocorreu por causa do crescimento nas aplicações de renda fixa e do início da tributação sobre dividendos a partir de 2026, que rendeu R$ 884,7 milhões em agosto.
No acumulado do ano, a arrecadação sobre residentes no Brasil superou os bilhões. Foram R$ 2,6 bilhões cobrados na fonte sobre lucros pagos a quem vive no país, enquanto o imposto sobre os dividendos remetidos ao exterior somou R$ 1,4 bilhão. O montante considera as quantias pagas a pessoas físicas ou jurídicas não residentes brasileiras.
Para uma empresa pagar dividendos, ela tem que ter caixa. Então, a gente está acreditando que as empresas estão conseguindo caixa, e à medida que o caixa vai aumentando, elas vão pagando mais dividendos.Claudemir Malaquias, chefe de estudos tributários e aduaneiros da Receita
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.