O dólar caiu e fechou o primeiro pregão da semana negociado a R$ 5,108. Já a Bolsa de Valores brasileira subiu em meio à queda do petróleo ao menor valor em 12 dias e à expectativa de mais um corte da taxa básica de juros neste ano.
O que aconteceu
Dólar manteve valorização ao longo do dia e abriu a semana em alta. A moeda americana fechou o dia vendida por R$ 5,108, baixa de 0,70% ante o fechamento da última sexta-feira (18), quando a divisa subiu 0,11% em relação à moeda brasileira.
Divisa norte-americana subiu 0,37% ante o real na semana passada. A variação levou o dólar a R$ 5,144 em semana marcada pelo aumento de 0,25 ponto percentual dos juros nos Estados Unidos, para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano, e pela redução na mesma magnitude da taxa brasileira, para 13,75% ao ano. No acumulado de setembro, a divisa recua 0,69%.
Bolsa subiu. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subiu 0,74%, aos 186.595 pontos.
Mercado anunciou novas projeções para a inflação e a taxa de juros. A edição do Boletim Focus publicada nesta manhã pelo BC (Banco Central) aponta para mais um corte de 0,25 ponto percentual da taxa Selic, para 13,5% ao ano, nas duas últimas reuniões deste ano. A atualização surge mesmo com a nova perspectiva de alta da inflação. "O motivo da revisão [da taxa Selic] não é a inflação melhor, é economia mais fraca", analisa André Matos, CEO da MA7 Capital.
Queda do petróleo abaixo de US$ por barril também animou o mercado. Os contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para novembro, recuaram 3,40% por barril a US% 100,34. A redução é motivada pela expectativa de conversas diplomáticas entre Estados Unidos e Irã na Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).
Disputa eleitoral segue nos holofotes dos analistas do mercado financeiro. A pesquisa BTG/Nexus divulgada hoje mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados dentro da margem de erro na disputa à Presidência no primeiro e no segundo turno. Mais tarde, será divulgado um novo levantamento da Quaest.
CVM aprova OPA (Oferta Pública de Aquisição) da Braskem após troca de controle acionário. O registro envolverá todas as ações ordinárias e preferenciais da petroquímica em circulação e foi validado após a venda do controle acionário da empresa ao FIP Shine, que será responsável pela operação. A B3 também autorizou a realização do leilão em seus ambientes de negociação.
Petrobras anuncia que recebeu R$ 448 milhões em uma nova parcela do programa de subvenção. O anúncio foi feito pela própria empresa e envolve valores para a comercialização entre 16 e 31 de julho. Com a nova parcela, a estatal acumula R$ 9,9 bilhões recebidos em programas de subvenção. O valor considera pagamentos relacionados a óleo diesel, gasolina e GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), o popular gás de cozinha.
Estatal anunciou a descoberta de gás na Colômbia. "Temos descobertas relevantes de gás a desenvolver na Colômbia. Estamos divulgando hoje as oportunidades na Colômbia, onde já temos inclusive contratos de gás a divulgar", revelou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Ela afirmou que a estatal vai continuar olhando para novas fronteiras, em um cenário de produção crescente e em alto patamar até a próxima década.
Vale compra 30% da mineradora Ligga e garante produção no Pará. O acordo estratégico de longo prazo foi assinado pela empresa e envolve a operação para a mina Ferro Sul, localizada entre os municípios de Curionópolis e Parauapebas, que soma produção de 2 milhões de toneladas de minério de ferro do tipo sinter-feed (finos) por ano. Sem valor revelado, a transação tem o objetivo de quadruplicar a produção de minério em até dois anos.
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