O X lançou nesta segunda-feira (27/07) o X Money, sua própria plataforma de serviços financeiros. A novidade foi liberada nos Estados Unidos, inicialmente para assinantes dos planos pagos X Premium e Premium Plus, maiores de 18 anos.
Segundo o The Verge, a plataforma tenta mesclar as funções de bancos digitais tradicionais com envio de dinheiro rápido. O objetivo é centralizar a gestão financeira dos usuários na mesma tela em que eles já consomem conteúdo e interagem com outras pessoas.
Como funciona o X Money?
O X Money é basicamente uma carteira digital integrada à interface da rede social. Ao ativar a função financeira, o usuário recebe uma conta de depósito vinculada ao seu perfil na plataforma. A partir desse momento, é possível enviar, solicitar e receber fundos de outras contas cadastradas de forma instantânea, sem cobrança de taxas ou limites rígidos de envio diário, uma dinâmica que lembra o nosso Pix.
A empresa de Elon Musk anunciou um rendimento anual de até 6% sobre o saldo mantido na carteira, além de recursos como adiantamento no depósito de salários e isenção de tarifas para compras internacionais. O sistema também conta com um programa de cashback que promete devolver 3% do valor gasto em transações elegíveis na função débito.
Contudo, a liberação dos benefícios é escalonada. Apenas os assinantes do pacote mais caro, o Premium Plus, são elegíveis automaticamente ao rendimento máximo de 6% ao ano. Os usuários da assinatura Premium padrão também podem alcançar essa taxa, mas precisam atingir metas de depósito.
Como estímulo para acelerar a adoção da ferramenta, novos usuários estão recebendo um bônus de boas-vindas de US$ 15 em saldo (cerca de R$ 80 na cotação atual).
Cartão e integração com o Apple Pay
A estrutura de pagamentos inclui um cartão de débito virtual com a bandeira Visa. Segundo o 9to5Mac, o X Card pode ser adicionado ao Apple Wallet para pagamentos por aproximação no Apple Pay. É provável que o mesmo recurso chegue em breve para carteiras digitais no Android.
Para o público que não abre mão do formato físico, a companhia de Elon Musk também disponibiliza a solicitação de um cartão em metal. Um diferencial estético dessa versão é a personalização. O cliente pode gravar o seu nome de usuário (o “arroba” do X) na parte frontal.
Serviço é parceria com a Cross River Bank
A entrada da rede social no mercado bancário levanta questões sobre segurança e regulamentação. A X Payments LLC, braço corporativo que gerencia a plataforma, não possui uma licença bancária independente. Para contornar as exigências legais, a companhia firmou uma parceria com o Cross River Bank.
Como a parceira é membro oficial da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), os saldos depositados no X Money contam com proteção federal contra falências. O mecanismo funciona como o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no mercado financeiro do Brasil.
Vale mencionar que o X Money é uma peça importante no plano de Elon Musk para construir um “super aplicativo” inspirado no modelo asiático do WeChat. O objetivo seria reter a atenção e os dados do usuário, concentrando comunicação em texto, streaming de vídeos, ferramentas de IA e serviços bancários no mesmo lugar.
X Money chega ao Brasil?
O acesso aos serviços bancários do X Money está restrito a residentes dos Estados Unidos. O X não publicou nenhum cronograma oficial ou mapa de expansão do serviço. Por isso, não há previsão de lançamento oficial no Brasil.
A entrada em novos mercados, caso aconteça, será um processo lento, que demanda adaptação a marcos regulatórios, como a LGPD no Brasil, além de avaliações, licenças e aprovações das autoridades locais, incluindo o Banco Central.