Uma jogadora do Imperial Futebol Clube foi agredida pelo preparador de goleiros do Coritiba, ontem, durante o duelo do Campeonato Paranaense. O Coxa anunciou hoje a demissão do profissional da equipe feminina.
O que aconteceu
Nos acréscimos do segundo tempo, Júlia Tavares corria pela ponta direita quando trombou com o bandeirinha em um lance de jogo. Ela esbarrou no profissional do Coritiba, que a afastou com uma cotovelada.
O Imperial informou ao UOL que registrou boletim de ocorrência na delegacia por agressão hoje. Júlia fará o exame de lesão corporal amanhã.
Coritiba tomou a decisão pelo desligamento do profissional. "O Coritiba informa que, após a conclusão da apuração interna sobre o lamentável episódio ocorrido na partida da última quarta-feira (28), tomou a decisão pelo desligamento definitivo do preparador de goleiras de todas as suas funções no clube. Manifestamos nossa mais sincera e irrestrita solidariedade à atleta do Imperial, estendendo o nosso apoio a toda a equipe adversária e às atletas do futebol feminino, que merecem um ambiente seguro, justo e de absoluto respeito dentro e fora de campo", disse o Coxa em comunicado.
A Federação Paranaense de Futebol (FPF) também acompanha a apuração dos fatos. A entidade reforçou a importância de que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas.
O UOL tenta contato com a defesa do preparador de goleiros. O espaço segue aberto para manifestações do profissional.
Com o Coritiba em primeiro e o Imperial em segundo na competição, as duas equipes se enfrentarão na final. Ainda não há data definida para a partida.
O Imperial Futebol Clube vem a público manifestar seu mais profundo repúdio aos fatos ocorridos na partida disputada nesta data entre a equipe feminina do Coritiba Foot Ball Club e a equipe feminina do Imperial Futebol Clube/Athletico Paranaense.
Durante a partida, conforme registrado em imagens, uma de nossas atletas teria sido vítima de agressão física, por meio de uma cotovelada desferida por um integrante da comissão técnica adversária, identificado como preparador de goleiros.
Repudiamos veementemente qualquer forma de violência contra a mulher, especialmente em um ambiente esportivo, que deve ser pautado pelo respeito, pela segurança, pela igualdade e pela integridade física de todas as atletas.
É absolutamente inadmissível que uma mulher, no exercício de sua atividade esportiva, seja exposta a qualquer tipo de agressão física, intimidação ou violência, sobretudo por parte de um profissional que deveria zelar pelos princípios éticos e pelo respeito dentro do futebol.
A violência contra a mulher não pode ser normalizada, minimizada ou justificada em nenhuma circunstância. Nenhuma rivalidade esportiva, resultado ou situação de jogo está acima da dignidade, da integridade e da segurança de uma atleta.
O Imperial Futebol Clube manifesta total solidariedade à atleta envolvida e reafirma seu compromisso com a proteção, a valorização e o respeito às mulheres no esporte.
Reiteramos que situações dessa natureza devem ser rigorosamente apuradas pelas autoridades e entidades esportivas competentes, com a adoção das medidas cabíveis e a devida responsabilização, caso os fatos sejam confirmados.
O futebol feminino é um espaço de conquistas, respeito e valorização das mulheres. Não aceitaremos que a violência comprometa tudo aquilo que nossas atletas lutam diariamente para construir.
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