Uma operação coordenada entre a Polícia Federal e polícias dos estados brasileiros fez 106 prisões e cumpriu 173 mandados de busca e apreensão em 19 estados e no Distrito Federal na manhã de hoje.
O que aconteceu
A ação mira redes ligadas ao tráfico de drogas e de armas, à lavagem de dinheiro e a organizações criminosas violentas. Além das prisões e das buscas, a operação inclui medidas cautelares patrimoniais e investigativas determinadas pela Justiça.
Decisões judiciais também impuseram bloqueios, sequestros e restrições patrimoniais acima de R$ 508 milhões. A lista de bens inclui imóveis, veículos, ativos financeiros e outros itens associados a grupos investigados, com foco em reduzir a capacidade financeira das facções.
As FICCOs funcionam como forças-tarefa para integrar órgãos de segurança pública em ações contra o crime organizado. Participam polícias civis, militares e penais, guardas municipais, PRF (Polícia Rodoviária Federal), a Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) e secretarias estaduais de segurança, sob coordenação da Polícia Federal, sem hierarquia entre as instituições.
As forças integradas estão presentes em todos os estados e no Distrito Federal e somam 41 unidades em atividade no país. O modelo prevê compartilhamento de informações de inteligência e atuação conjunta em investigações e operações.
Os principais alvos em cada estado
Na Bahia, a Operação Eirene 2 cumpre 57 mandados de busca e apreensão e 45 prisões. A investigação mira um grupo suspeito de tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas, com constrição patrimonial superior a R$ 12 milhões.
No Tocantins, a Operação Rota Araguaia 2 busca desarticular um núcleo logístico e financeiro ligado ao tráfico transnacional de drogas e à lavagem de capitais. A Justiça determinou bloqueio de até R$ 412,5 milhões, a maior restrição patrimonial informada no conjunto da operação.
Em Mato Grosso do Sul, a ofensiva cumpre 14 mandados de busca e apreensão e duas prisões, além de sequestro de bens e valores de até R$ 75 milhões. Já no Acre, a ação interestadual prevê 14 buscas, cinco prisões e sequestro de 29 imóveis, além de dois veículos e bloqueio de até R$ 8 milhões.
Na Paraíba, a segunda fase da Operação Trapiche cumpre 17 mandados de busca e apreensão e 13 prisões. A apuração envolve suspeitas de tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro, com bloqueio de ativos financeiros de até R$ 750 mil.
No Paraná, são dez mandados de busca e apreensão e seis prisões contra uma organização ligada ao tráfico de drogas. A Justiça também determinou bloqueio de valores de até R$ 50 mil por investigado.
Em Roraima, a operação cumpre medidas também em Rondônia e Mato Grosso do Sul, com cinco mandados de busca e apreensão e 14 prisões. Outras frentes incluem ações menores em estados como Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Ceará, Amapá, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul e Pernambuco.
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