Publicidade
Espaço para Google AdSense (Top Leaderboard)
UOL há 48 d • Dom, 13 Set 2026 23:22:00 -0300

Estados do Golfo adiam negociações com o Irã devido a impasse em Ormuz

Os Estados do Golfo adiaram uma reunião crucial com o Irã sobre a gestão do estreito de Hormuz por falta de consenso, prejudicando os esforços regionais para reduzir as hostilidades em torno dessa hidrovia vital.

A reunião de ministros das Relações Exteriores estava marcada para segunda-feira (14), em Omã, onde se esperava que o Irã e seus vizinhos árabes discutissem um acordo entre Teerã e Mascate para administrar temporariamente a navegação pelo estreito.

O Irã vem restringindo a navegação pela hidrovia desde que os EUA e Israel iniciaram sua guerra contra a República Islâmica, em fevereiro, transformando-a em um dos principais campos de batalha do conflito. Os preços do petróleo subiram após o anúncio do adiamento.

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, afirmou que, "em nome do consenso, a reunião regional marcada para amanhã em Salalah foi adiada".

"Continuamos empenhados em promover um diálogo que favoreça a estabilidade e uma cooperação duradoura em nossa região", escreveu ele em uma publicação no X.

Ele não forneceu mais detalhes. A reunião teria sido a primeira vez, em quase dois anos, que os principais diplomatas dos seis integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo —Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Omã e Bahrein— se sentariam em grupo com o chanceler iraniano.

Também se esperava a participação do Iraque. Mas o Bahrein, que ocupa a presidência rotativa do CCG e está entre os Estados do Golfo mais atingidos pelos ataques de retaliação do Irã, informou no sábado que não participaria.

O adiamento também ocorre no momento em que a Arábia Saudita enfrenta uma crise crescente após um ataque de drone lançado na quinta-feira a partir do Iraque —onde atuam milícias xiitas apoiadas pelo Irã— obrigá-la a fechar um oleoduto que liga o leste do país, rico em petróleo, à costa oeste. O oleoduto tornou-se vital para as exportações sauditas de petróleo desde que o Irã interrompeu o tráfego pelo estreito de Hormuz.

Rebeldes houthis apoiados pelo Irã no Iêmen também lançaram, na semana passada, sucessivas ondas de mísseis e drones contra a infraestrutura energética saudita no sul do reino, em meio à retomada dos combates na guerra civil iemenita, que já dura mais de uma década.

Os rebeldes avançaram para o sul ao longo da costa iemenita do Mar Vermelho, fazendo recuar as forças iemenitas alinhadas ao governo e apoiadas pela Arábia Saudita, a fim de reforçar seu controle sobre o estreito de Bab al-Mandeb, outra hidrovia crucial para a navegação internacional.

Mohammad Ali Bek, alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores do Irã, afirmou que a reunião havia sido adiada a pedido de países da região.

"A República Islâmica do Irã, em estreita consulta com Omã, tomará as providências necessárias para definir um momento adequado para a realização da reunião", acrescentou ele, segundo a agência oficial de notícias IRNA.

Omã e Irã esperavam que a reunião, uma iniciativa omanense, garantisse apoio regional ao acordo temporário entre os dois países para administrar a navegação por Hormuz. Segundo o plano, as embarcações entrariam no estreito por águas iranianas e sairiam, em sua maioria, pelo território marítimo de Omã.

Mascate e Teerã passaram semanas negociando o acordo. No entanto, diplomatas advertiram que, para que o estreito —por onde passava um quinto do petróleo e do gás do mundo antes da guerra— fosse totalmente reaberto, EUA e Irã também teriam de chegar a um entendimento.

Autoridades iranianas advertiram que, enquanto os EUA mantiverem o bloqueio naval aos portos da República Islâmica, a segurança da navegação pelo estreito não estará garantida.

O petróleo Brent, referência internacional, subiu 3,5%, para mais de US$ 108 por barril, na abertura dos mercados asiáticos na segunda-feira, após o adiamento das negociações. Mais tarde, devolveu parte dos ganhos.

A renovação das preocupações com o abastecimento proveniente da região fez os preços superarem US$ 100 na semana passada, alcançando o maior nível desde maio, após os ataques à infraestrutura saudita.

Um acordo provisório sobre o estreito —concebido para vigorar até que o Irã e seus vizinhos do Golfo cheguem a um entendimento sobre o futuro status desse ponto de estrangulamento marítimo— era visto como um possível caminho para reduzir as hostilidades entre EUA e Irã em torno da hidrovia.

Inicialmente, esperava-se que um acordo entre Irã e Omã pudesse abrir caminho para o retorno ao memorando de entendimento de curta duração assinado por Irã e EUA em junho.

O memorando pretendia prorrogar um cessar-fogo por 60 dias, reabrir gradualmente o estreito e levar a negociações sobre um acordo definitivo para encerrar a guerra, incluindo um entendimento sobre o programa nuclear iraniano.

Mas Teerã e Washington acusaram-se mutuamente de violar o acordo, em parte devido a uma disputa sobre como os navios deveriam atravessar o estreito —a principal fonte de poder de pressão do Irã—, desencadeando um ciclo crescente de ataques de retaliação.

Os EUA disseram aos mediadores que não retornarão ao memorando e que só aceitarão um acordo mais abrangente, que também inclua aspectos da questão nuclear.

O Irã, por sua vez, insiste que, mesmo que conclua um acordo com Omã, só reabrirá totalmente o estreito se os EUA atenderem às suas condições. Entre elas estão a suspensão do bloqueio aos portos iranianos, o restabelecimento de uma isenção que lhe permita vender petróleo e o acesso a parte de seus ativos congelados no exterior.

Embora o presidente dos EUA, Donald Trump, tenha afirmado que o estreito está aberto, as exportações de energia do Golfo continuam fortemente restringidas, e mercadorias não podem ser importadas pela hidrovia.

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Recurso exclusivo para assinantes

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Publicidade Recomendada
Espaço para Google AdSense (In-Article Responsive)
Fonte da Notícia: UOL
0 leituras Voltar ao Feed
Publicidade
Espaço para Google AdSense (Article Bottom)

Leia a Seguir

Matérias selecionadas sobre o mesmo assunto para continuar sua leitura
SOROCABA - SP
CARREGANDO...
--°C
TEMPERATURA
Sensação --°C
Umidade --%
Vento --
PREVISÃO — 5 DIAS
Toque para detalhes
Carregando previsão...
DETALHES --
Mínima--
Máxima--
Chuva--
Volume--
Nascer--
Pôr Sol--
Índice UV--
Vento Máx.--
Previsão por Hora
Fonte: Open-Meteo ECMWF / NOAA

Rodízio de Veículos SP

Centro Expandido • CET-SP
Livre (Fim de Semana)
Domingo • 01/11
LIVRE HOJE

Circulação liberada para todos os veículos.

SEG 1/2
TER 3/4
QUA 5/6
QUI 7/8
SEX 9/0
07h-10h & 17h-20h Multa R$ 130,16

Trânsito & Rodovias

São Paulo & Principais Vias
Tempo Real
Marginal Tietê
Moderado
Ayrton Senna ↔ Castello Fluxo moderado
Marginal Pinheiros
Normal
Interlagos ↔ Castello Tráfego fluindo normalmente
Rod. Castello Branco (SP-280)
Livre
São Paulo ↔ Barueri ↔ Sorocaba Pista expressa e marginal com tráfego livre
Rod. Raposo Tavares (SP-270)
Normal
São Paulo ↔ Cotia ↔ Sorocaba Trecho de serra e pista dupla com boas condições
Rodoanel Mário Covas (SP-021)
Livre
Trecho Oeste e Sul Tráfego livre sem retenções nos acessos às rodovias
Rod. dos Bandeirantes (SP-348)
Livre
São Paulo ↔ Campinas / Interior Excelente fluidez em ambas as pistas e pedágios normais
Atualizado às 08:42

Widgets para o seu Site

Notícias e Clima em tempo real

Incorpore notícias de mais de 20 portais e previsão do tempo em seu blog ou portal com 1 linha de código.

Criar Widget Grátis
Publicidade
Google AdSense Sidebar 300x250
A Seguir • Agência Brasil
CMN amplia em R$ 2 bi limite de crédito a estados e municípios