Um prédio em construção desabou na madrugada de hoje sobre uma casa na rua Tequici, na Penha, zona leste de São Paulo, e deixou dois mortos. Chovia na região no momento do desabamento.
O que aconteceu
Corpo de Bombeiros trabalha com a hipótese de oito pessoas atingidas. Quatro já foram retiradas dos escombros. Duas morreram e duas foram socorridas com vida. Outras quatro continuam sendo procuradas. O deslizamento ocorreu por volta das 2h da madrugada.
Os dois sobreviventes estavam conscientes quando foram levados ao hospital. Segundo o Corpo de Bombeiros, não há informações atualizadas sobre o estado de saúde deles após a entrada na unidade de saúde.
As buscas vão continuar durante a noite. Não há previsão para o término da ocorrência.
Ao todo, 70 bombeiros, 22 viaturas e um cão de busca e salvamento permanecem mobilizados. A identificação oficial das duas pessoas que morreram ainda não foi divulgada.
Outros desabamentos na Grande SP
A madrugada de sábado também registrou acidentes causados por deslizamentos e desabamentos em Juquitiba, na região metropolitana. À 0h45, parte de uma residência desabou após um deslizamento de terra na rua Curió, no bairro de Barnabés, segundo o Corpo de Bombeiros.
Outro desabamento de casa foi registrado em Juquitiba pouco depois, à 1h05. Um homem de 49 anos ficou ferido com escoriações após o colapso da residência na rua dos Imigrantes, onde uma equipe de resgate foi enviada para o atendimento.
Prefeitura apura fiscalização da obra
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) determinou a abertura de um processo na Controladoria Geral do Município para investigar a fiscalização da obra. Segundo a Prefeitura, a construção havia sido alvo de interdição, multas e uma ação judicial desde 2021.
Um novo projeto foi apresentado em 2022 e recebeu alvará de execução em agosto de 2023, condicionado à demolição da estrutura anterior. Em fevereiro de 2024, uma vistoria da Subprefeitura da Penha concluiu que a demolição havia sido realizada, e o processo judicial foi encerrado.
A Prefeitura afirma agora que apurações preliminares indicam que a estrutura anterior não teria sido demolida. A CGM vai investigar o procedimento de fiscalização e o documento produzido após a vistoria.
Nunes afirmou que o alvará permitia a construção de 11 pavimentos e disse que, pelas imagens analisadas até o momento, não havia indicação de que o prédio tivesse ultrapassado esse limite. A Defesa Civil também vistoriou a área e interditou três residências no terreno vizinho ao prédio que desabou.
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