O primeiro tempo da peleja em Quito foi preocupante para o torcedor rubro-negro. Sem a bola (teve a posse por apenas 32% do tempo), com o adversário a rondar sua área e um centroavante perigoso — Charli González — que mandou a bola na trave. Não, as perspectivas não eram boas.
Sobreviver no 0 a 0 quando a etapa inicial se encerrou foi bom para o campeão da Libertadores. Mas a saída do artilheiro da Libertadores, lesionado, que não voltou para a etapa complementar, foi a primeira ótima notícia para os campeões da América. O jogo mudou nos 45 minutos finais no Equador.
Se na altitude — 2.850 metros acima do nível do mar — é comum vermos o conjunto visitante sofrer na segunda etapa, ocorreu o inverso. O Independiente Del Valle finalizou menos (8 contra 10 da etapa inicial) e o Flamengo teve a bola por 44% do tempo. Em suma, controlou melhor as ações.
Chegou ao gol quando não se esperava, em trama na qual a qualidade dos jogadores fez toda a diferença. Toque preciso de Jorginho, que esperou o instante exato para acionar Samuel Lino. Este, como de hábito, não cruzou, passou para o incrível Bruno Henrique surgir na área e marcar.
E viria o segundo tento, em perfeito cruzamento do irregular Emerson Royal, para cirúrgico cabeceio de Léo Pereira. Os 2 a 0 pareciam mentira, pois o jogo não apontava em tal direção. O time de Leonardo Jardim não fez uma ótima partida, mas soube jogar o jogo como se apresentou.
Não, desta vez não foi uma grande atuação, foi sim uma grande vitória. Como ocorre com outros times, enaltecidos ao extremo quando vencem assim, o Flamengo também tem o direito de ganhar sem ser empolgante, sem dar espetáculo.
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