Em pouco menos de duas semanas, o Santos foi do transfer ban à montagem de um elenco - pelo menos na história dos nomes e no papel - estrelado. Foram contratados Rodinei, Arthur, Everton Cebolinha, e, ontem, Philippe Coutinho. Eles se juntam a Neymar e Gabigol em uma versão brasileira, mais humilde e veterana dos 'galácticos'. Guardadas as devidas proporções.
São jogadores com renome e salários altos - uma explosão de contratações que chama atenção nesse momento da temporada e diante da precária situação financeira do alvinegro. Um dos fatores que tornou isso possível é a ajuda de Neymar e da NR Sports, empresa de Neymar pai. Há outros, como uma operação de antecipação de receitas.
Neymar pai não pagará os salários desses jogadores, que ficarão a cargo do Santos. Rodinei e Coutinho ficam, em princípio, abaixo de R$ 1 milhão. Arthur e Cebolinha, acima.
O Alvinegro pegou recentemente uma antecipação de receitas de bilheteria. Uma fonte que teve acesso à operação falou à coluna em uma antecipação de R$ 15 milhões - fontes ligadas à diretoria santista dizem que o valor acabou sendo menor.
A decisão, segundo elas, acabou sendo por antecipar apenas o valor referente às partidas que o Santos ainda tem pela frente esse ano - algo entre R$ 5 e 6 milhões. Com isso, o alvinegro estuda fazer alguns jogos em São Paulo para maximizar a entrada desse valor.
A ideia é não invadir 2027. O clube já recebeu integralmente também R$ 8 milhões de um patrocínio firmado com a Baladapp no começo do mês, e cortou salários com as saídas de dez jogadores desde junho.
Isso não significa dizer que esses valores, tanto da antecipação como do patrocínio, estão sendo usados exclusivamente nas contratações. São valores que foram incorporados ao caixa do Santos, usado para todas as despesas, dentre elas os valores destinados aos reforços.
Com exceção de Rodinei, são contratos curtos, até o fim da temporada, que serão reavaliados tanto pelo clube como pelos atletas a depender dos resultados de 2026 e do planejamento para 2027.
Ajuda de Neymar e da NR Sports passam por projeto e marketing
A ajuda de Neymar e de Neymar pai passa por duas frentes. Na primeira delas, o filho. Liderança técnica do Santos e histórica da seleção brasileira, o camisa atuou no convencimento dos jogadores e na venda do ambiente santista.
Uma pessoa que convive com Neymar relata que a possibilidade de título e uma classificação para a Libertadores via Sul-Americana tem mexido com ele, que está pessoalmente engajado na busca por reforçar o elenco após quase dois anos difíceis no clube que o revelou.
A NR Sports, de Neymar pai, ajudou fez o pagamento de R$ 12 milhões para resolver o transfer ban do Santos. A ajuda financeira de fato para por aí, mas há um cálculo de receita potencial com marketing.
Em troca do pagamento, a NR adquiriu seis propriedades no uniforme santista: meião, calção frontal, calção posterior, número da camisa, scudetto externo (centro do peito) e barra traseira da camisa.
A avaliação, compartilhada pelo clube e pela empresa, é a de que com um elenco de estrelas, a melhora do desempenho do time e o avanço na Sul-Americana podem multiplicar o valor tanto dessas propriedades como de outras como o patrocínio master, que ainda pertence ao Santos.
A coluna apurou que a divisão desses valores ainda depende de conversas para ser definida.
No final de tudo, existe um cálculo de risco. Uma classificação para a Libertadores pode mudar o panorama do Santos para 2027, inclusive em relação à permanência de Neymar e seus companheiros 'galácticos'.
E, claro, o Santos terá eleições no final do ano, nas quais o presidente Marcelo Teixeira será um dos candidatos.
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