Andrew e Tristan Tate continuarão presos nos EUA enquanto contestam a extradição para o Reino Unido, onde respondem a 59 acusações, informou a BBC.
O que aconteceu
Uma juíza federal de Miami negou liberdade sob fiança aos irmãos, detidos desde julho. A magistrada afirmou que a riqueza e as viagens internacionais frequentes dos dois representam riscos típicos de fuga.
A Justiça dos EUA avaliou que os irmãos têm forte vínculo com outros países e pouca ligação com o território americano. A juíza Lauren Louis escreveu que eles têm uma "capacidade excepcional de fugir da jurisdição".
O Reino Unido tem até 16 de setembro para apresentar o pedido completo de extradição. A decisão mantém os irmãos na prisão durante um processo que pode se estender por um longo período.
Acusações no Reino Unido e na Romênia
Andrew e Tristan Tate enfrentam no Reino Unido acusações de estupro, tráfico sexual e acusações relacionadas a imagens indecentes de criança. A promotoria britânica apresentou inicialmente 21 acusações e acrescentou outras 38 em julho, por fatos que teriam ocorrido entre 2010 e 2017.
Os advogados dos irmãos disseram que eles continuarão a se defender das acusações nos processos de cada país. A defesa sustenta que os dois não representam risco de fuga nem perigo para a comunidade.
Promotores romenos também formalizaram acusações contra os influenciadores por crimes de tráfico e delitos sexuais. Os irmãos já respondiam por acusações de tráfico sexual na Romênia desde 2022 e negam todas as denúncias.
Ex-lutadores de kickboxing, os Tate viviam principalmente na Romênia desde 2017 e construíram público nas redes sociais. Andrew Tate ganhou notoriedade após participar, em 2016, da versão britânica do reality show Big Brother.
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