O deputado federal Mario Frias (PL-SP) é alvo de busca e apreensão hoje em uma operação da Polícia Federal sobre a destinação de emendas para o filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Também é alvo de busca Karina Gama, dona do ICB (Instituto Conhecer Brasil) e produtora do filme.
São cumpridos, no total, 49 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Os outros alvos de busca, segundo apuração do UOL, são ligados à ANC (Academia Nacional de Cultura) e ao ICB, as duas organizações não governamentais envolvidas na produção do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Produtor executivo do filme, Mario Frias foi um dos parlamentares que repassou dinheiro público para o ICB, comandado por Karina Gama.
O deputado enviou uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão para executar um programa de empreendedorismo no interior de São Paulo. O projeto, no entanto, ainda não saiu do papel, como noticiou o UOL em junho.
Esse inquérito conduzido por Dino é uma das frentes de investigação da Polícia Federal.
Em outro inquérito, relatado por André Mendonça, a PF apura os repasses do banco Master para o filme a pedido do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
Outro lado: Em vídeo publicado em redes sociais no final da tarde, Mario Frias criticou a operação da PF e as investigações, classificando a ação de "cortina de fumaça em ano de eleição". "Não existe mandado de prisão contra mim e nem contra ninguém", afirmou. Frias defendeu as emendas parlamentares destinadas por ele e alega que a defesa pede acesso ao inquérito há meses.
O UOL procurou mandou uma mensagem para o celular de Karina Gama. O texto será atualizado quando houver manifestação.
O que diz a PF
De acordo com a investigação, dados financeiros indicaram a "movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado". São investigados os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
As investigações apontam a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados. As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendidos até julho deste ano.PF, em nota
A ação, em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), foi batizada de Make Up e apura o suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas, por meio de termo de fomento, à organização da sociedade civil.
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