As paredes do prédio da CBF, na Barra da Tijuca, têm ouvidos e escutaram de Carlo Ancelotti, logo na chegada ao Rio de Janeiro, que sempre entendeu a seleção brasileira como uma equipe dominante: "Mas não vejo meio-campistas, hoje, para jogar desta maneira", disse o técnico italiano, na chegada ao Rio, em 25 de maio de 2025.
Um ano e meio depois, a primeira convocação de Carlo Ancelotti depois da pior campanha do Brasil em sessenta anos de Copa do Mundo pode revelar seu desejo por uma equipe mais controladora, de mais posse de bola e à procura de meio-campistas que possam executar esta missão.
Não que o Brasil vá jogar como a Espanha. Não, porque o Brasil não ganhou nem a Copa de 1970 com estilo tão voltado à posse de bola e usou as saídas da defesa para o ataque para fazer gols, também porque Ancelotti sempre foi um camaleão. Adaptou-se aos elencos que possuía, foi campeão inglês com o melhor ataque da história, ganhou seu último campeonato nacional, em 2024, com ataque mais positivo e defesa menos vazada.
Mas procura meio-campistas e jogadores jovens. Há três semanas, chegou à CBF comentando o bom desempenho do goleiro Otávio e do meia Felipe Morais, do Cruzeiro. Não foi a jogos do Corinthians depois da Copa, mas assistiu a André e Bidon na Supercopa, há sete meses. André está jogando mal, Bidon bem. É uma hipótese na convocação.
A lista terá certamente novidades, busca por novos talentos, sem abdicar de jogadores importantes para a mescla que costuma fazer sentido nas mudanças de gerações. Não dá para trocar o time inteiro. Mas haverá novidades e a intenção de construir uma nova equipe, com estilo próprio.
São quatro anos de trabalho para montar a seleção brasileira que seja capaz de honrar esse nome.
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