Oito pessoas apontadas como integrantes do alto escalão do PCC foram presas ontem, suspeitas de usarem uma central clandestina em Jundiaí, no interior de São Paulo, para monitorar a atividade policial na região.
O que aconteceu
As investigações começaram há seis meses. A polícia diz que identificou que o grupo mantinha um centro clandestino de monitoramento, equipado com câmeras e rádios comunicadores.
O local era usado para acompanhar a movimentação de policiais e se antecipar às ações das forças de segurança. Segundo os investigadores, pessoas que desobedeciam às ordens da facção, inclusive os próprios integrantes, eram levadas para um local no bairro São Camilo, onde sofriam castigos e, em alguns casos, eram mortas.
Segundo a política, suspeitos também comandavam o tráfico de drogas na região. Além disso, eles são investigados por ordenarem torturas e execuções contra quem desobedecesse às regras do grupo.
As prisões ocorreram durante a Operação Colapso, deflagrada em Jundiaí por agentes da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes). Ao todo, os policiais cumpriram sete mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária. Um suspeito que não era alvo dos mandados também foi detido em flagrante por envolvimento no esquema. Entre os oito presos, cinco foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, porte ilegal de arma e lavagem de dinheiro.
Sete presos exerciam a função de 'sintonia', liderança, dentro da facção. Eles atuavam na liderança e na supervisão das atividades da organização criminosa. Dois deles foram apontados como líderes do esquema. Esses investigados responderão pelos crimes de organização criminosa ultraviolenta, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Polícia apreendeu drogas, arma, dinheiro e equipamentos. Os agentes encontraram nas residências dos investigados 1,3 mil papelotes de cocaína, 4,7 kg de cocaína, porções de maconha, uma arma de fogo com numeração raspada, apetrechos para preparação de entorpecentes, anotações da contabilidade do tráfico, balanças de precisão, uma seladora, rádios comunicadores e R$ 10 mil em dinheiro.
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.