Mídia & Marketing tem patrocínio da Agência We e do Tech & Soul Group
O Rock in Rio começa hoje (04), mas a disputa pela atenção do público já começou faz tempo —e não acontece apenas entre os artistas.
Para as marcas, o festival se consolidou como uma espécie de shopping a céu aberto, laboratório de lançamentos e parque de diversões.
Em sete dias, mais de 90 empresas estarão espalhadas pela Cidade do Rock, em mais de 100 ativações que prometem somar oito mil horas de experiências, com a distribuição de um milhão de brindes.
A escala ajuda a explicar o tamanho da operação. São esperadas cerca de 700 mil pessoas nos sete dias de festival. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) estima que o evento movimente R$ 3,36 bilhões na economia. A reportagem do UOL esteve no evento teste, que aconteceu na quarta (02).
Mas, para os patrocinadores, o valor do Rock in Rio está também na possibilidade de colocar o consumidor dentro da experiência —e, cada vez mais, dentro do próprio produto.
Tirolesa, montanha-russa e torre de queda livre têm seus donos: Heineken, iFood e TIM, respectivamente. A roda gigante do Itaú, patrocinador do festival há 25 anos, também faz sucesso. E a Superbet batiza o Discovery, atração que leva o público a 20 metros de altura.
A estratégia vai além dos brinquedos
O festival virou uma vitrine para lançamentos, edições limitadas e produtos licenciados, além da distribuição de brindes como bolsas, leques, caixas de som, máquinas fotográficas e mini-cds —a ativação da Coca-Cola é um brinde que dá acesso a uma playlist exclusiva criada pela Billboard. A Seara Gourmet levará um restaurante "secreto" para a área vip.
A Heineken, outro exemplo, distribuirá uma "pulseira inteligente" que promete identificar afinidades musicais entre as pessoas. Batizada de The Clinker, a iniciativa ficará em um espaço da marca próximo ao Palco Mundo.
A tecnologia reconhece preferências por artistas e estilos. Quando identificar alguma afinidade, a pulseira sinaliza o "match" entre os participantes.
Mais de 400 produtos licenciados
Ao todo, cerca de 400 produtos licenciados devem chegar ao mercado com a identidade do Rock in Rio.
A Volkswagen, por exemplo, apresentou uma linha especial do modelo T-Cross inspirado no festival em junho. A Tic Tac usará o evento para lançar o Tic Tac Two ao público brasileiro, enquanto a Pepsico estreará nacionalmente o Doritos Turbo.
C&A, Key Design, Chilli Beans, Gocase, Pierim e Kouda estão entre as marcas que desenvolveram coleções oficiais para a edição.
É uma mudança importante na lógica do patrocínio. Em vez de simplesmente colocar um logo no evento, as marcas querem ser parte da história que o consumidor vai contar depois.
No fim, o Rock in Rio 2026 é também um retrato de como mudou o patrocínio de grandes eventos. O show continua sendo o chamariz, mas já não é necessariamente o produto principal para as marcas.
O que elas compram é acesso: à atenção, à experiência, ao conteúdo e, principalmente, ao consumidor. Na Cidade do Rock, o ingresso dá acesso aos shows, enquanto o patrocinador tenta fazer o restante da jornada virar negócio.
Os patrocinadores oficiais do Rock in Rio deste ano são Itaú, Heineken, Coca-Cola, Seara, Ipiranga, Kit Kat, Prudential, TIM, Natura, Doritos, Superbet, iFood, C&A e Volkswagen.
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