Após se despedir de Gonzalo Plata e Wallace Yan, o Flamengo começa a semana perto de anunciar a contratação de dois novos jogadores.
Um deles desembarcou ontem à noite no Rio: Anthony Valencia, equatoriano de 23 anos, que vem do Royal Antuérpia, da Bélgica. O outro é o atacante argentino Joaquín Freitas, do River Plate.
"Serão dois jogadores, o clube sabe que o plantel tem essa necessidade. O que está conversado é buscar jogadores com o perfil dos que saíram. Por exemplo, volantes não precisamos mais (risos). Pontas que jogam por dentro, também temos. O clube está à procura das melhores funções. O que eu indico sempre aos clube sé o perfil. No perfil, vamos ter as respostas que queremos dar em todos os jogos, para não termos jogadores iguais para as mesmas posições", disse o técnico Leonardo Jardim, após a vitória sobre o Botafogo, sem mencionar nomes.
Os movimentos do Flamengo contrastam com uma janela que foi marcada por negociações frustradas por Thiago Almada e Luiz Henrique. O Flamengo, então, buscou perfis menos badalados.
Valencia é colega de seleção de Plata, negociado com o Dínano Moscou. Ele esteve entre os convocados para a última Copa do Mundo e vem para preencher a lacuna deixada pelo compatriota.
A negociação gira em torno de 5 milhões de euros (R$ 30 milhões). O Royal Antuérpia fica com 15% do lucro em negociação futura.
A presença de Valencia no Rio já indica que o negócio está prestes de ser concluído.
O equatoriano é cria do Independiente Del Valle, curiosamente o adversário do Flamengo nas quartas de final da Libertadores.
Ele já vinha jogando pelo Campeonato Belga até semana passada, fez três gols nos três primeiros jogos da competição. E não foi relacionado para o duelo de ontem justamente por causa da viagem ao Brasil.
Joaquín Freitas chega para preencher lacuna
O negócio envolvendo Joaquín Freitas também está perto de ser concluído e o anúncio, efetuado.
A chegada do argentino é para preencher a lacuna de um atacante. Não necessariamente um centroavante como Pedro, mas Freitas é capaz de atuar como segundo atacante, como um jogador que ataca espaço e joga aberto pela direita. Não é jogador de drible, mas de força, busca por um jogo associativo e intensidade.
"Se eu tivesse um centroavante, eu teria tirado o Pedro uns 10, 15 minutos antes. Mas não tinha, só o menino. Se tira o Pedro, a gente ganhando um 1 a 0, se sai o empate, depois o que vão dizer? 'P*, burro que é o treinador, tirou o centroavante, este treinador é um burro!'", comentou o técnico do Flamengo, em um jogo no qual não teve Bruno Henrique, suspenso.
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.