Donald Trump defendeu a ação militar dos EUA no Irã e afirmou que Israel "deixaria de existir" se ele não fosse presidente, em entrevista à Fox News.
O que aconteceu
Trump disse que o Irã não pode ter arma nuclear e alegou que Teerã atacaria Israel se possuísse esse armamento. "Se eles tivessem uma arma nuclear, Israel deixaria de existir", afirmou o presidente dos EUA.
O presidente afirmou que a guerra afastou do Irã até países que antes mantinham relações neutras com Teerã. Ele citou ataques iranianos contra Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait.
Forças dos EUA atacaram no domingo (30) dois lançadores de foguetes iranianos no Estreito de Hormuz, após mais de um mês sem bombardeios confirmados. O capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, disse que militares monitoram a área e estão prontos para proteger a navegação.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou mortes e feridos entre seus integrantes e outros iranianos após o ataque. Em comunicado, o grupo declarou que a ofensiva "resultará na punição do agressor".
Netanyahu descarta acordo com Teerã
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, descartou um acordo diplomático com o Irã e apoiou a nova campanha econômica anunciada por Trump. Ele disse ter afirmado ao presidente americano que um acordo com o atual governo iraniano não seria possível.
Trump declarou na segunda-feira (24) um "Dia D econômico" contra o Irã e disse não ter pressa para retomar negociações. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou à Reuters que o governo deve anunciar novas sanções secundárias contra Teerã.
O tráfego comercial no Estreito de Hormuz permanece reduzido, apesar de Trump afirmar que 24 embarcações cruzaram a rota na última semana. Antes da guerra, cerca de 130 navios passavam diariamente pelo estreito, por onde normalmente circula 20% do petróleo mundial.
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.