O secretário do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), Scott Bessent, vai defender a agenda econômica de Washington e buscar apoio para pressionar o Irã durante a reunião de ministros das Finanças do Grupo dos 20 (G20), em encontros que deverão ocorrer hoje e amanhã em Asheville, na Carolina do Norte.
O que aconteceu
Bessent quer que outros países ajudem os EUA a isolar o Irã durante a guerra, que ultrapassou seis meses. O secretário disse que o Tesouro pretende aplicar sanções contra outro banco e que o governo está pronto para exercer "violência financeira, se necessário".
China é um dos principais alvos da pressão americana por ser a maior compradora de petróleo iraniano. Bessent afirmou que "todas as opções estão sobre a mesa" para sancionar Pequim por manter as compras.
O secretário rejeitou a avaliação de que o governo americano evita confronto com a China. Ele classificou essa leitura como "uma narrativa completamente falsa que a imprensa adotou" e disse que os dois países concordam sobre reabrir o estreito de Ormuz e evitar que o Irã desenvolva arma nuclear.
Além das sanções, Bessent pretende concentrar as discussões do G20 em crescimento econômico e endividamento. A agenda inclui desregulação, independência energética, desequilíbrios globais, regras bancárias e reestruturação de dívidas soberanas de países em desenvolvimento.
Reunião ocorre em cidade atingida por furacão
Asheville recebe a reunião após ser devastada pelo furacão Helene, em setembro de 2024. O desastre matou mais de 250 pessoas e causou quase US$ 80 bilhões em danos entre a Flórida e as Carolinas.
Bessent cita a reconstrução da cidade como símbolo para o debate sobre crescimento econômico. "Queremos que o resto do mundo se some à nossa agenda de crescimento", declarou o secretário.
O encontro acontece em meio à retomada das hostilidades entre EUA e Irã e ao aumento das tensões comerciais com o Canadá. As negociações entre os dois países fracassaram, o que levou a uma escalada de tarifas.
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