Newport (EUA) – Numa cerimônia que contou com a presença de dezenas de grandes estrelas do tênis masculino e feminino de diversas gerações, o suíço Roger Federer foi oficialmente integrado ao Hall da Fama do tênis internacional.
Sem esconder emoção ao iniciar o discurso oficial, logo depois da abertura feita pela esposa Mirka, o dono de 20 títulos de Grand Slam garantiu que “me colocar na história do esporte significa tudo para mim” e que esta “é uma das maiores honras” que recebi, mas enfatizou com um pequeno trocadilho: “”Fama nunca foi uma meta”.
Em seu longo pronunciamento, cheio de brincadeiras e com a presença de grande público que foi a Newport para o evento, Federer lembrou de quando foi pegador de bolas e de como a proximidade com os profissionais o inspirou a seguir carreira.
Destacou os “amigos que fiz durante as viagens” ao afirmar que o tênis não é um jogador porém um ecossistema e admite que, ao entrar no circuito, se considerava um tenista e não um autêntico atleta. “Sempre serei um fã do tênis”, enfatizou.
Listou depois os vários técnicos que trabalharam com ele. Com voz embargada, citou Stefan Edberg como “um herói de infância” e Severin Luthi, que o acompanhou por 18 anos, recordando ainda de quando via os duelos entre Edberg e Boris Becker em Wimbledon e citou Pete Sampras como “o melhor saque”.
Também se emocionou ao falar da esposa e dos dois casais de gêmeos que tem como filhos. “Vocês mudaram a nossa vida e são a nossa inspiração todos os dias”.
“O Hall da Fama nos faz olhar para o passado, mas ao mesmo tempo para o futuro”, destacou. “O tênis sempre estará entre as coisas que me preocupam”.
A carreira de Federer começou em 1998 e se estendeu até 2022, forçado a aposentadoria devido a um problema crônico no joelho.
Nesse longo período, venceu 1.251 partidas e 103 torneios e passou 310 semanas como líder do ranking, 237 delas consecutivas. “O Museu do Hall da Fama diz que tem mais de 25 mil itens e agora eu estou entre eles”, brincou o suíço.