Fernando Alonso afirmou que é preciso trabalhar mais para otimizar o novo motor da Honda que equipa o carro AMR26 da Aston Martin, após ter enfrentado dificuldades com a dirigibilidade e para manter seu carro na pista nas sessões do GP da Holanda de Fórmula 1.
Alonso e seu companheiro de equipe, Lance Stroll, receberam a unidade de potência 'especificação 2' da Honda, já que a fabricante japonesa escolheu a Holanda como local para implementar sua única atualização de motor deste ano.
O motor passou por testes durante um dia de filmagens após o GP da Hungria, no final de julho, mas, ao colocar a nova unidade em ação, ambos os pilotos enfrentaram novos problemas de dirigibilidade na sexta-feira (21) em Zandvoort.
Alonso saiu da pista na curva 1 durante o SQ1, reclamando de fortes vibrações no motor antes de se classificar em 22º e último lugar, três segundos atrás do ritmo da liderança. Stroll se saiu um pouco melhor, superando a dupla da Cadillac, mas ainda assim terminando o dia em 19º.
“Os treinos livres foram mais ou menos bons, mas na quali tivemos problemas com o motor”, relatou Alonso. “A dirigibilidade exigia muita força na frenagem, então às vezes era difícil parar o carro porque o motor estava fornecendo potência excessiva".
“Além disso, aparentemente o modo reta não funcionou para mim, então não consegui abrir a asa traseira. A combinação dos dois fatores tornou as voltas muito complicadas. Quando você freia e o acelerador está aberto [motor segue fornecendo potência], é difícil parar o carro".
Lance Stroll, Aston Martin Racing
Stroll também teve dificuldades com o comportamento de sua nova unidade de potência: “Estávamos com problemas de dirigibilidade, e havia algumas outras coisas que não estavam totalmente certas, então precisamos entender o motivo".
“Está ventando muito lá fora, mas é igual para todo mundo. Vamos analisar tudo hoje à noite, examinar os dados e tentar fazer algumas melhorias para amanhã".
O trabalho da Honda recomeça
À primeira vista, o desempenho desta sexta-feira parece um intrigante retrocesso para a Aston Martin e a Honda, depois que a grande atualização do carro na Hungria levou a equipe de Silverstone de volta ao meio de pelotão.
Mas a Honda já havia calculado que a introdução da nova unidade de potência significaria que grande parte do trabalho que a marca japonesa realizou no início da temporada para melhorar a dirigibilidade abaixo do padrão teria que ser, em grande parte, refeito para a especificação mais recente.
“Desenvolvemos nossas ferramentas para otimizar nossa dirigibilidade. Fizemos um bom progresso e estávamos próximos do que queríamos alcançar”, disse o líder do projeto de F1 da Honda, Shintaro Orihara, ao Motorsport.com.
“Mas, quando introduzirmos o motor 2, as características de combustão mudarão. Haverá uma grande diferença. Além disso, o comportamento do motor também mudará nas curvas, então precisamos desenvolver nossa dirigibilidade novamente".
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