O Fed (Federal Reserve), banco central dos Estados Unidos, divulgou a ata da última reunião de política monetária, que manteve a texa de referência dos juros inalterada, entre 3,5% a 3,75% ao ano, em decisão dividida. No documento, os diretores da autoridade monetária observam que um aumento dos juros será necessário, caso a inflação não seja contida.
O que aconteceu
A ata da reunião de julho do Fed revelou a defesa por um aperto monetário caso a inflação não perca força. Embora a taxa tenha sido mantida na faixa de 3,5% a 3,75% por uma votação de 9 a 3, o comitê demonstrou forte preocupação com a persistência da alta de preços.manteve a texa de referência dos juros inalterada, entre 3,5% a 3,75% ao ano, em decisão dividida
As pressões ços pareciam generalizadas e orientam que o mais restritiva para ?cumprir seu compromisso de atingir suas metas de estabilidade de atingir suas metas de estabilidade de preços e pleno emprego de forma sustentável.Ata do Fed
Três diretores votaram por um aumento imediato de 0,25 ponto percentual dos juros. Beth M. Hammack, Neel Kashkari e Lorie K. Logan defenderam a alta para evitar a necessidade de um aperto ainda mais drástico no futuro, argumentando que a pressão sobre os preços continua generalizada.
Muitos participantes do comitê alertaram que as condições financeiras atuais podem não ser restritivas o suficiente para controlar a inflação. "Muitos participantes avaliaram que um aperto na política monetária provavelmente será necessário se a inflação não recuar", registrou o documento oficial do banco central americano.
Pressão inflacionária
O conflito geopolítico no Oriente Médio e os investimentos em IA (Inteligência Artificial) foram apontados como motores da inflação persistente. A escalada das tensões na região elevou os preços do petróleo, enquanto a corrida por IA aumentou a demanda e os preços de insumos como chips, aço e eletricidade.
Os dados oficiais de maio mostraram que a inflação ao consumidor acumulada em 12 meses estava em 4,1%. O núcleo do índice ficou em 3,4%, ambos bem acima do objetivo de longo prazo de 2% estipulado pelo Fed.
O Federal Reserve tem compromisso com a inflação e o desemprego. O duplo mandato da autoridade monetária norte-americana envolve manter a inflação na meta de longo prazo em 2% e promover o mais alto nível de emprego compatível com a estabilidade de preços, evitando que o excesso de demanda resulte em uma elevação persistente dos preços.
O mercado financeiro já precifica a possibilidade de novas altas de juros ainda neste ano. Embora a decisão de manter as taxas tenha prevalecido em julho, investidores veem chances de um aumento de 0,25 ponto percentual da taxa de juros dos EUA na reunião de setembro.
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