Cerro Porteño e Palmeiras decidem hoje, às 19h (de Brasília), no estádio Nueva Olla, em Assunção, uma vaga nas quartas de final da Copa Libertadores. Será a 19ª partida entre as equipes, um recorde entre duelos internacionais na história da competição.
A tensão entre os dois times aumentou ainda mais nos últimos anos, com episódios de racismo e até a redução do campo às vésperas de uma partida.
O histórico de Palmeiras x Cerro na Liberta
As equipes se enfrentaram 18 vezes, com 10 vitórias do Palmeiras, cinco empates e três derrotas.
Cerro Porteño e Palmeiras já se enfrentaram três vezes nesta edição da Libertadores, e a equipe paraguaia não perdeu nenhuma. Na fase de grupos, o Cerro buscou um empate por 1 a 1 em casa e venceu por 1 a 0 no Nubank Parque. No jogo de ida das oitavas de final, as equipes empataram novamente por 1 a 1, no estádio palmeirense.
Já no mata-mata, a vantagem é alviverde. As equipes se enfrentaram nas oitavas de final de 2018 e 2022, e, em ambas, o Palmeiras se classificou.
Casos de racismo aumentaram tensão entre os clubes
O Palmeiras denuncia episódios de racismo em jogos contra o Cerro Porteño desde 2018. Antes da partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores daquele ano, Felipe Melo fez um gesto obsceno para a torcida rival durante o aquecimento e, depois, justificou a atitude dizendo que havia sido chamado de macaco.
Em 2023, foi a vez de Bruno Tabata denunciar episódios de racismo por parte da torcida do Cerro Porteño. No duelo no Paraguai, pela fase de grupos, torcedores da equipe paraguaia chamaram jogadores do Palmeiras de "monos" (macacos, em espanhol), e Tabata fez um gesto para expor o que a torcida rival estava fazendo. No entanto, o Tribunal Disciplinar da Conmebol puniu o jogador com quatro meses de suspensão por supostos atos racistas.
O caso mais recente aconteceu em março do ano passado, quando o atacante Luighi foi vítima de ofensas racistas em um jogo contra o Cerro Porteño pela Libertadores sub-20. Um torcedor imitou um macaco na direção do jogador, que tinha 18 anos na época. Na saída de campo, após ser substituído, Luighi ainda recebeu uma cusparada de outro torcedor.
O Palmeiras protocolou um pedido oficial à Conmebol para que o Cerro Porteño fosse excluído da Libertadores Sub-20. O clube também solicitou multas e jogos com portões fechados após os atos de racismo cometidos por torcedores paraguaios contra jogadores alviverdes.
No entanto, a Conmebol puniu o Cerro Porteño com multa de US$ 50 mil, portões fechados no restante da Libertadores Sub-20 e a obrigação de publicar uma campanha antirracista nas redes sociais.
Campo reduzido também irritou o Palmeiras
No empate entre as equipes pela fase de grupos deste ano, no Paraguai, Abel Ferreira reclamou em entrevista coletiva após o jogo da redução do campo do Cerro Porteño em quatro metros — dois de cada lado — às vésperas da partida.
"Nunca vi isso na minha vida. Primeira vez que vi isso. Mas tem que perguntar para a Conmebol. Sabe em que século estamos? Não tenho mais nada para dizer", disse o treinador.
Com a mudança, o gramado passou a ter 64 metros de largura, o mínimo permitido para jogos internacionais, em vez dos 68 metros habituais no estádio.
Após o episódio, a Conmebol enviou uma circular às confederações com clubes que disputam suas competições e definiu um protocolo para as medidas dos gramados.
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