A JBS anunciou que Wesley Batista Filho assumirá a presidência executiva global da companhia em janeiro de 2027, em substituição a Gilberto Tomazoni.
O que aconteceu
A mudança marca a chegada da terceira geração da família fundadora ao comando executivo da maior produtora de proteínas do mundo. Wesley Batista Filho é filho de Wesley Batista, um dos controladores da JBS, e neto do fundador José Batista Sobrinho.
A transição de comando ocorrerá nos próximos cinco meses sob a supervisão do próprio Tomazoni. Em janeiro de 2027, o atual executivo passará a ocupar o cargo de vice-presidente do conselho de administração da JBS N.V. e atuará como conselheiro sênior.
Tomazoni continuará na presidência do conselho da Pilgrim's Pride Corporation e assumirá o comando do Instituto J&F. "Foi uma honra liderar esta grande companhia nos últimos oito anos", afirmou Tomazoni em comunicado ao mercado, completando que a empresa está mais forte.
O novo CEO atua hoje na presidência da JBS USA, que gera mais da metade do faturamento global do grupo. Wesley Batista Filho afirmou sentir-se honrado com a responsabilidade e destacou que as prioridades são operar com excelência e gerar valor para os acionistas.
O legado de Tomazoni e a carreira do sucessor
Sob a gestão de Tomazoni desde 2018, a receita líquida da JBS saltou de US$ 49,7 bilhões para US$ 86,2 bilhões. A empresa expandiu sua atuação em novas categorias, fortaleceu marcas de maior valor agregado, como a Seara, e listou suas ações na bolsa de Nova York.
Wesley Batista Filho iniciou sua trajetória na JBS há 15 anos e passou por diversos cargos de base e de liderança. O executivo começou como trainee nos Estados Unidos e liderou divisões no Canadá, no Brasil e no Paraguai antes de assumir a presidência global de operações.
Parceria bilionária mira expansão no mercado asiático
A troca de comando ocorre em meio a uma das maiores movimentações da história recente da companhia na Ásia. A JBS anunciou um acordo de US$ 2,5 bilhões com o Danantara Investment Management, braço do fundo soberano da Indonésia, que terá 25% das operações do grupo na Austrália e Nova Zelândia.
O negócio visa capturar o crescimento do consumo de carnes e abrir espaço no mercado global de alimentos halal. Esse nicho de alimentos preparados segundo as regras do islamismo é estimado em US$ 1,43 trilhão, e a projeção de consumo de carnes da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) indica alta na região até 2034.
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