Principal nome do skate brasileiro na atualidade, Rayssa Leal celebrou a oportunidade de disputar um torneio no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, local que ela classificou como "histórico". Com o SLS Rio Takeover, o ginásio recebe, pela primeira vez, uma competição da modalidade.
Sei que o Maracanãzinho é um lugar histórico. Vai ser muito legal competir lá. É uma oportunidade única que o skate está tendo. Espero que, mais vezes, possamos 'quebrar' esses lugares... Não quebrar, né? (risos), mas ir para esses lugares, competir e fazer história também com o nosso esporte, que é o skate.Rayssa Leal
Rayssa, inclusive, lembrou que a primeira vez que ela participou de uma etapa da SLS foi na Cidade Maravilhosa, quando tinha apenas 11 anos
Acho que pouca gente sabe, mas o meu primeiro skate league que competi foi no Rio de Janeiro, em 2019. Eu tinha acabado de completar 11 anos. Foi quando comecei a criar minha história com a skate league, foi algo muito especial. Fico, então, feliz por voltar e competir de novo, e estar muito mais madura, nível de skate diferente. Era uma criança e estou me tornando uma jovem adulta (risos). Espero trazer alegria para o povo.Rayssa Leal
A SLS Rio Takeover marca a primeira etapa da Liga Internacional de Skate Street no Rio de Janeiro desde 2022, quando a cidade recebeu o Super Crown, torneio que define o campeão da temporada.
No masculino, a disputa terá os brasileiros Giovanni Vianna, Ivan Monteiro e Lucas Rabelo, o canadense Cordano Russell, o peruano Angelo Caro, o francês Julian Agliardi e os japoneses Ginwoon Onodera e Toa Sasaki.
O que mais Rayssa falou
"Não quero criar expectativa sobre trazer algo diferente porque só sabemos quando vamos andar. Sempre falamos muito sobre estratégia, buscar o primeiro lugar. Quero trazer manobras diferentes, se houver oportunidade de fazer algo diferente. Meu forte seria corrimão, mas não tem corrimão, então, o que o Rayssa vai fazer? A Rayssa vai se virar no que tem. Vou mandar as manobras que tenho. Vai ser uma competição divertida".
O que mudou neste ciclo para Los Angeles-2028?
"Acho que nada (risos). Em minha rotina de skatista, a única coisa que mudou foi não ter mais escola. Não necessariamente eu preciso ficar indo e voltando de Imperatriz, então, passo mais tempo em um lugar só. Tenho um pouco mais de tempo para treinar e filmar. Começou a corrida olímpica, mas temos dois anos para nos prepararmos até Los Angeles-2028. É um ciclo importante, é importante cumprir todo o calendário para a somatória de pontos, e estarmos tranquilos na reta final, porque sabemos que vão ter vários campeonatos, um atrás do outro. Importante estar com físico potente, cabeça boa e chegar lá bem. Estou mais me divertindo na rua, andando pouco na pista. O que vocês vão ver de manobra minhas vai ser o que estou dando na rua".
"Tive minha mãe e meu pai muito presentes no meu início. Em minha primeira viagem, eles fizeram uma rifa. Sempre acreditaram no meu sonho. Vai ser uma competição, porque domingo é Dia dos Pais, mas, infelizmente, meu pai não vai estar presente porque eu vou ter uma irmãzinha. Pode nascer a qualquer momento. Está todo mundo conectado, esperando ansioso".
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