Cuauhtémoc Cárdenas, uma das principais figuras da esquerda mexicana, morreu nesta quarta-feira (28), aos 92 anos. A morte foi anunciada pela presidente Claudia Sheinbaum.
Três vezes candidato à Presidência, Cárdenas foi o primeiro prefeito eleito da Cidade do México e um dos fundadores do PRD (Partido da Revolução Democrática), ao lado de Andrés Manuel López Obrador, o AMLO, que governou o México de 2018 a 2024.
"Foi um homem de princípios firmes, que transformou a vida política do nosso país", escreveu Sheinbaum na rede social X. A presidente também militou no PRD antes de se juntar ao Morena (Movimento de Regeneração Nacional), partido criado por López Obrador e que hoje governa o país.
Cárdenas concorreu pela primeira vez à Presidência em 1988, quando enfrentou o PRI (Partido Revolucionário Institucional), que havia dominado a política mexicana por décadas. Derrotado em uma eleição marcada por denúncias de irregularidades, tornou-se uma das principais lideranças da oposição.
Filho do general Lázaro Cárdenas, que presidiu o México de 1934 a 1940, Cuauhtémoc seguiu os passos do pai na política. O governo de Lázaro Cárdenas ficou marcado pela nacionalização da indústria petrolífera, em 1938, um dos principais símbolos do nacionalismo mexicano.
Cuauhtémoc Cárdenas permaneceu por 25 anos no PRI, antes de romper com o partido em 1987 e participar da fundação do PRD, em 1989. A legenda se tornou uma das principais forças da esquerda mexicana e abriu caminho para a trajetória política de López Obrador.
O PRI também lamentou a morte de Cárdenas, a quem classificou como uma figura central da história política do país.
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