O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (7), por ampla maioria, um novo pacote de sanções contra a Rússia, voltado especialmente para a indústria de hidrocarbonetos.
O texto segue agora para a Câmara dos Representantes, mas não se espera uma votação antes de setembro devido ao recesso legislativo de verão.
As medidas imporiam sanções a autoridades, oligarcas, instituições financeiras e à chamada "frota fantasma", utilizada para driblar as restrições às exportações de petróleo russo.
O projeto também permitiria ao presidente Donald Trump impor tarifas de até 500% sobre as importações provenientes da Rússia, incluindo petróleo e gás.
Os parlamentares que defendem a medida afirmam que atingir as receitas do setor de energia é essencial para enfraquecer a capacidade do presidente russo, Vladimir Putin, de financiar a guerra na Ucrânia.
"Esta lei nos aproxima do fim do conflito", afirmou o senador republicano Jim Risch, presidente da Comissão de Relações Exteriores.
Caso o projeto se torne lei, o próprio Putin estaria entre os alvos das sanções, juntamente com outras altas autoridades russas.
O projeto recebeu o nome do falecido senador Lindsey Graham, que morreu em 11 de julho, após passar mais de um ano reunindo apoio para a iniciativa.
Pouco antes de sua morte, Graham anunciou que havia chegado a um acordo com a Casa Branca sobre uma versão revisada do texto.
A senadora democrata Jeanne Shaheen, integrante da Comissão de Relações Exteriores do Senado, afirmou que o projeto "atinge com muita força os setores energético e financeiro da Rússia".
A Embaixada da Rússia nos Estados Unidos havia condenado o projeto, afirmando que ele "prejudica a atual administração americana".
Moscou também enfrenta uma pressão crescente por parte da Europa, depois que a União Europeia aprovou, no mês passado, uma nova rodada de sanções, embora mais branda do que as propostas iniciais.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, comemorou a aprovação do texto pelo Senado dos Estados Unidos.
"Juntos, vamos eliminar as fontes de financiamento da Rússia para que ela não possa continuar uma guerra que não pode vencer", reagiu a dirigente europeia no X.
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.