MADRI, 7 Ago (Reuters) - A polícia espanhola desmantelou o que descreveu como uma das maiores redes de tráfico de pessoas que operavam no Mediterrâneo, que se acredita ter levado mais de 2.000 imigrantes para o país, informaram autoridades nesta sexta-feira.
"A Guarda Civil e a Polícia Nacional desmantelaram com sucesso uma das redes criminosas transnacionais mais complexas, ativas e perigosas detectadas até o momento no Mediterrâneo", informou a Guarda Civil espanhola.
A operação ocorre em um momento em que a imigração e o tráfico de pessoas voltaram a ser tema central na Espanha e em toda a Europa, após uma corrida em massa para a fronteira no enclave espanhol de Ceuta na semana passada, que resultou na entrada de 72 mil pessoas na cidade.
Trump tende a descartar Flávio ao vê-lo derrotado
Quem não deve não teme? Lula abrigou Battisti
Chineses são diferentes da esquerda brasileira
Fuga de Flávio vira guerra de contrainformação
De acordo com o comunicado, a rede utilizava barcos de alta velocidade para transportar drogas sintéticas da Espanha para a Argélia, a fim de distribuí-las pelo Norte da África, onde a demanda por drogas como MDMA é alta.
Na viagem de volta, a rede contrabandeava imigrantes para a costa sudeste da Espanha e para a ilha de Ibiza.
A polícia acredita que o grupo que recorria à violência extrema para proteger suas embarcações realizou pelo menos 64 operações de contrabando e gerou lucros de 24 milhões de euros.
Embora o número de imigrantes irregulares que chegaram à Espanha por via marítima tenha caído 31% entre janeiro e julho, isso se deveu em grande parte a uma queda de 60% nas chegadas às Ilhas Canárias, segundo dados do Ministério do Interior.
Em contrapartida, a imigração irregular para a Espanha continental e as Ilhas Baleares aumentou 22% e 10%, ?respectivamente, no mesmo período, à ?medida que os contrabandistas mudaram suas rotas passando pela Argélia.
Durante a investigação, conduzida em conjunto com a Europol e as polícias de França, Portugal e Polônia, as autoridades apreenderam 18 embarcações de alta velocidade e prenderam 77 pessoas na Espanha e uma na Argélia.
A rede cobrava até 12.000 euros por imigrante e transportava até 50 pessoas em uma única travessia, segundo o comunicado.
As travessias marítimas eram extremamente perigosas, informou a Guarda Civil, com os imigrantes viajando em embarcações superlotadas em alta velocidade e, frequentemente, em mar agitado, sem iluminação e, na maioria dos casos, sem coletes salva-vidas.
"Às vezes, os ocupantes eram até amarrados para evitar que caíssem ao mar durante a travessia", disse a polícia, acrescentando que a organização praticava níveis extraordinários de violência contra seus próprios membros e os imigrantes, bem como contra as forças policiais.
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Flávio se diz 'presidente eleito' e agradece Milei e Trump após fuga; leia
Apple lança MacBook Pro com tela 'touch' OLED e chips M5; confira preços
Para o Planalto, Moraes 'errou o timing' ao exigir passaporte de Flávio
Flávio usou passaporte cancelado nos EUA e italiano na Argentina
Fuzil desaparecido após fuga de soldado do Exército é recuperado no Recife
Flávio agradece 'maravilhoso povo americano' e relega brasileiros ao final
Charleaux: Flávio parece isolado, agindo pelo interesse da própria família
Guerra com o Irã já custou US$ 47,1 bilhões aos contribuintes dos EUA
Charleaux: Com fuga de Flávio, extrema direita perverte asilo político
Juiz que conduzia processo contra Maduro nos EUA morre aos 92 anos
Noruega ironiza Trump e exalta banheiros públicos após xingamento
Austrália aprova projeto de lei obrigando IAs a protegerem crianças contra dependência emocional de chatbots
Leopardo mata cuidadora com 40 anos de experiência em zoológico na Holanda
Onda de calor faz França flexibilizar regras do champanhe e ameaça qualidade dos queijos
Réu por ataque em trem na Inglaterra perguntou a passageiro: 'Quer morrer?'
Surto de meningite matou dois e fechou sala de cirurgia na Argentina
Partido de Netanyahu acusa legendas árabes de 'roubar' eleições legislativas