O Corinthians foi um time que se limitou, desde o início da partida, a fazer chuveirinho na área.
Qual foi a tática e a estratégia de Fernando Diniz?
Só cruzar a bola na área e mais nada.
Colocou o "gigante" Pedro Raul para isso, e ele, depois de 300 cruzamentos, ganhou uma bola e fez o gol. Fora isso, os zagueiros do Internacional ganharam todas e saíram do jogo consagrados, mas possivelmente com dores de cabeça.
O Internacional veio só para se defender e garantir a vantagem de 2 a 0 conquistada no domingo, no Beira-Rio.
O Corinthians não teve toque de bola, não teve tabelas, não teve evolução nas jogadas e só cruzou a bola na área o jogo todo.
Do início ao fim, foi essa pobreza tática: sem criatividade, sem lucidez, só bola alta.
Fez dois gols de cruzamentos e esperava fazer quantos só levantando a bola na área?
O Internacional não jogou nada, mas deu um chute e fez um golaço com Bernabei. Depois, limitou-se a se defender e cabecear, cabecear, cabecear até o árbitro acabar o jogo.
Pedro Raul marcou o segundo gol, mas fez uma partida péssima, porque só ganhou uma disputa da defesa adversária depois de diversos e diversos cruzamentos na área.
Não ajeitou nenhuma bola, não fez pivô para ninguém. Ou seja, não fez nada, a não ser o gol.
Mas a responsabilidade por essa eliminação, pelo pouco futebol e por uma estratégia de jogo muito pobre é do treinador Fernando Diniz.
De domingo até hoje, ele preparou o time só para cruzar a bola na área?
Agora, no meio da semana, irá até Rosário enfrentar o Rosario Central pela primeira partida das oitavas de final da Libertadores. E o que fará?
Para eliminar o Rosario Central, irá precisar de muito mais do que cruzamentos.
O time precisa jogar bola, não ser tão limitado assim como foi nas duas partidas contra o Internacional.
Não adianta encher o time de atacantes, porque isso não significa, necessariamente, que a equipe ficará mais ofensiva.
Ela ficará mais confusa, embolada e tumultuada no ataque e, somando-se aos defensores do adversário, os espaços desaparecem.
Para envolver uma defesa fechada, não adianta encher a área de jogadores. É preciso abrir o jogo e usar quem vem de trás. Mas Fernando Diniz fez tudo ao contrário: tumultuou a área.
Dois péssimos trabalhos nessas oitavas de final da Copa do Brasil, que custaram a classificação para as quartas de final.
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