O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), oficializa neste sábado na capital sua candidatura à reeleição, ancorado no apoio de um exército de prefeitos. A coligação firmada com outros 12 partidos dá a ele palanque em 614 municípios, o que representa 95% dos 645 no estado.
O PSD, sozinho, abre as portas para a campanha em quase um terço das cidades paulistas. A legenda presidida por Gilberto Kassab, ex-secretário de Governo de Tarcísio, elegeu 206 prefeituras no estado em 2024.
Com Tarcísio à frente do Palácio dos Bandeirantes, o Republicanos, partido dele, o PL e o MDB também alcançaram sucesso nas últimas eleições. Juntas, as legendas somam mais 259 prefeituras à conta, engordada ainda por representantes do PP, União, Podemos, PSDB, Cidadania, Novo, Avante e PRD.
Aliado de primeira hora, o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), vai representar os colegas no evento marcado para as 9h no Ginásio do Ibirapuera, zona sul de São Paulo. O discurso deve destacar as parcerias feitas por Tarcísio com municípios ao longo do mandato, além de puxar coro contra o PT.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem o apoio de Tarcísio para a corrida presidencial, também é esperado, assim como os candidatos ao Senado na chapa: o deputado estadual André do Prado (PL) e o deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP).
Tarcísio intensificou visita a aliados
Desde abril, o governador intensificou o corpo a corpo com lideranças locais. Visitas organizadas por aliados em todas as regiões do estado serviram para destacar vitrines de sua gestão, como duplicação de rodovias e abertura de unidades de saúde, e destacar a característica municipalista de sua gestão.
Promovidas em parceria com consórcios intermunicipais, as reuniões incluem almoços ou jantares com prefeitos aliados e postulantes a vagas no Congresso Nacional, como André do Prado e o deputado federal Baleia Rossi (MDB), que tentará a reeleição.
Alguns encontros ainda incluem homenagens a Tarcísio, como a entrega de títulos. No final de maio, por exemplo, o governador recebeu o título de "cidadão bauruense" do vereador Márcio Teixeira (PL) ao visitar Bauru.
A estratégia de proximidade é complementada com o repasse de recursos. Foram R$ 801 milhões, em junho, para os 645 municípios do estado ampliarem seus gastos com saúde.
Haddad vai atrás do eleitor do interior
A concentração de poder nas mãos de nomes da centro-direita paulista torna a campanha de Fernando Haddad, principal candidato da oposição, ainda mais desafiadora. A coligação formada por PT, PSB, PDT, PCdoB, PV, Rede e PSOL só elegeu 21 prefeituras no estado em 2024, ou 3,3% do total.
Com 15 pontos percentuais atrás do adversário no primeiro turno, segundo a última pesquisa Quaest, o petista precisa quebrar a resistência do eleitorado conservador do estado, administrado, com ampla maioria, por aliados de Tarcísio.
Na convenção que lançou a candidatura do ex-ministro da Fazenda, aliados e o próprio Haddad destacaram a importância do interior na disputa. A estratégia se justifica ainda porque, além de prefeitos, deputados estaduais e federais que representam as várias regiões paulistas —com exceção da Grande São Paulo— também apoiam a reeleição do governador.
Em 2022, o petista venceu somente na capital e na Região Metropolitana. Já Tarcísio levou a melhor em 566 municípios, sendo eleito com 55% dos votos válidos.
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