O elenco do Flamengo não quer "derrubar" Leonardo Jardim, mas vive um desconforto com a queda de intensidade dos treinos e com um trabalho considerado inferior taticamente ao do antecessor Filipe Luís, avaliou Mauro Cezar Pereira no Posse de Bola, do Canal UOL.
Ao comentar bastidores da crise técnica vivida pelo time de Jardim, que vem de dois empates e viu o Palmeiras aumentar a vantagem na liderança do Brasileirão, o colunista disse que não se trata de rejeição pessoal do elenco ao técnico, e sim de diferenças no jeito de treinar e no modelo de jogo, hoje distante do que o time fazia no ano passado.
Em momento nenhum eu disse que os jogadores querem derrubar o técnico, que eles não gostam do técnico. Nao se trata disso. Ha uma certa insatisfação com alguns atletas, ou com vários, pela diferença de intensidade de treinamento, o repertorio técnico-tático, que é inferior ao do Filipe Luís. Simples assim.Mauro Cezar Pereira
Na avaliaçao de Mauro, a troca de comando mudou o rumo do time. Ele afirmou que o Flamengo hoje "é uma bagunça" e citou atuações recentes como sinal de perda de confiança, com jogos "horrorosos" nos empates contra São Paulo e Internacional.
O time é uma bagunça, o time do Flamengo hoje é um nada. O jogo de domingo com São Paulo foi horroroso, primeiro tempo especialmente, e depois o jogo de quarta-feira com o Internacional foi uma coisa deplorável.Mauro Cezar Pereira
Para o comentarista, a principal trava está na incompatibilidade entre a ideia do treinador e o perfil do elenco, que não foi montado para um futebol mais reativo e de contra-ataques. Mauro também apontou que a diretoria subestimou o impacto da mudança e responsabilizou o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e o diretor de futebol José Boto.
Até agora, há uma clara incompatibilidade entre o que ele quer fazer e o perfil do elenco. O perfil do elenco do Flamengo nao foi... O elenco nao foi montado para esse tipo de jogo mais reativo, de velocidade, de explosão.Mauro Cezar Pereira
Na leitura do comentarista, o intervalo de 10 dias sem jogos se tornou mais uma oportunidade para Jardim reorganizar o trabalho e retomar comportamentos que o Flamengo exibia no ano passado, como a pressão alta e uma saída de bola mais segura.
Ele tem um período agora pra poder trabalhar com os jogadores, mas eu acho que é fundamental que ele ouça os caras mais experientes e tente retomar aquilo que o time fazia de bom no ano passado. O que se perdeu. Por exemplo, pressão alta ele não teve, mas ele gosta, não deu pra entender o porquê nesses últimos jogos. A questão da saída de bola que piorou barbaramente, jogadas aéreas ofensivas e defensivas, tem tudo isso que ficou pra trás.Mauro Cezar Pereira
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