A camiseta de viagem da seleção da Itália, depois da derrota nos pênaltis para o Brasil, era salmão, meio rosada, da mesma cor dos olhos de Franco Baresi e de Arrigo Sacchi pelo choro da derrota.
Baresi não foi vilão, mas herói. Recuperou-se de uma artroscopia, cirurgia depois do segundo jogo da Copa dos Estados Unidos, em tempo recorde para jogar a final, ajudar a marcar Romário, tornar-se o melhor em campo, mesmo com o pênalti cobrado por cima.
Aquela era sua terceira Copa, depois de ter disputado a de 1982, campeão sem entrar em campo, e a de 1990.
Chamado de líbero, era mais quarto zagueiro, porque a Itália de 1994 marcava por zona, como o Milan bicampeão da Europa em 1989 e 1990.
Baresi foi um símbolo de elegância e qualidade técnica, um monstro de segurança para um zagueiro de 1,76 m.
O futebol está de luto. Addio, capitano! Grazie per amare e fare amare il calcio.
Acordar com uma notícia destas é para chorar todo o fim de semana.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
Deixe seu comentário
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.